Michel Laub

Mês: setembro, 2013

Fim de semana

Um documentário – The flat, Arnon Goldfinger.

Um curta – Noah, Walter Woodman e Patrick Cederberg (aqui)

Um disco – Cavalo, Rodrigo Amarante

Um polvo – Myk.

Uma exposição – Dostoiévski ilustrado, Museu Lasar Segall.

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Links

– Andrew Solomon e as identidades horizontais: http://goo.gl/L6d0Yj

– O lixo de Nova York ontem e hoje: http://goo.gl/oHBwrl

– O duelo ciências duras x humanidades: http://goo.gl/eQBdRl

– A vida na Ku Klux Klan: http://goo.gl/Qzt7Zy

– Helen Sword sobre jargão, academia e poder: http://goo.gl/kZa9HR

– Antônio Xerxenesky sobre Thomas Bernhard: http://goo.gl/yel5C6

– Daniel Galera sobre publicidade e cultura: http://goo.gl/RY0jA2

– Emilio Fraia sobre autoficção: http://goo.gl/2SJfPT

– Redes sociais e morte: http://goo.gl/mnsh5s

– Artistas na velhice: http://goo.gl/UYgHOF

– Alison Bechtel falando: http://goo.gl/44lLy7

– Melhores momentos do Roda Viva: http://goo.gl/7VmvD2

– Livro ilustrado de argumentos ruins: http://goo.gl/NPhpIH

– Partidas filmadas de Vortex (http://goo.gl/Kw4nex), Shark (http://goo.gl/RnG5CD) e Cavaleiro Negro (http://goo.gl/7l76CY)

Fim de semana

Um filme – Rush, Ron Howard.

Um diário – Richard Burton na Piauí.

Um disco – Everest, Girls in Hawaii.

Uma churrasqueira – Pope.

Uma exposição – Gênesis, Sebastião Salgado.

Vida capturada

O ato de escrever pode ser descrito em vários níveis, e alguém já disse que no mais pessoal deles o escritor é um tradutor de si mesmo. Ele transforma o universo inesgotável de sua mente, feito de sensações, sentimentos e intuições em geral abstratas, num outro código, a linguagem, que obedece a leis próprias de coerência.

É uma operação que envolve talento inventivo, não há dúvida. Como numa tradução, as palavras escolhidas para reproduzir o sentido original criam um novo sentido. Que precisa ser forte o suficiente, de maneira autônoma, para transmitir uma intensidade que até aqui só funcionou em outro contexto (histórico, cultural, linguístico, íntimo).

Texto publicado na Folha de S.Paulo, 13/9/2013. Íntegra aqui.

Selinho nas trevas

Uma coincidência separou em poucos meses, no Brasil, a visita do papa e o lançamento de “Longe da Árvore”, de Andrew Solomon, que sai em setembro pela Companhia das Letras. O livro fala de indivíduos e famílias de indivíduos com autismo, esquizofrenia, deficiência múltipla, síndrome de Down, além de prodígios, transgêneros, surdos, anões, criminosos, crianças geradas por estupro.

Trata-se de um ensaio/reportagem de impacto comparável a “O Demônio do Meio-Dia” (Objetiva), a obra-prima de Solomon sobre depressão. Num ponto, ao menos, ambos convergem: o autor tenta entender sua condição pessoal –como deprimido grave, no primeiro caso, e como gay e pai, no segundo– investigando o conceito de identidade. Ou de algo que com ela se mistura em termos históricos, políticos e científicos: a doença.

Texto publicado na Folha de S.Paulo, 30/8/2013. Íntegra aqui.

Fim de semana

Um disco brasileiro – Pantim, Lulina.

Outro – Esses patifes, Ruspo.

Um filme mais ou menos – Jobs, Joshua Michael Stern.

Um conto – Emission, Joshua Cohen

Uma reestreia – O natimorto, dir. Mário Bortolotto.

Egopress

1) Algumas resenhas do Maçã envenenada: Noemi Jaffe no Valor Econômico (http://goo.gl/J8dtKl), Camila Kehl no Livros Abertos (http://goo.gl/dCg3Jm), Juliana Leuenroth no Espanador (http://goo.gl/hKbPjg), Maria Carolina Maia na Veja On Line (http://goo.gl/FYrJMC), André Araujo no Posfácio (http://goo.gl/qie3Ph – com spoliers), Felicio Dias no É Tudo Ficção (http://goo.gl/qADkaQ), Marcelo Carneiro da Cunha no Terra Magazine (http:// goo.gl/BeIxSI), Carlos André Moreira na Zero Hora (http://goo.gl/BIEKvH) e Marina Solon no Mosaico (http://goo.gl/pgu9Zk).

2) Até outubro saem as edições alemã, italiana e holandesa do Diário da queda. O livro foi publicado na Espanha e em Portugal no início de 2013.

3) Agenda do mês: Colégio Rio Branco/SP (10/9, 10h), Sesc Belenzinho/SP (19/9, 19h), Pauliceia Literária/SP (22/9, 13h, com Inês Pedrosa, Pedro Rosa Mendes e Ronaldo Bressane), Tarrafa Literária/Santos (26/9, com Daniel Pellizzari).

Fim de semana

Um livro – Humiliation, Wayne Koestenbaum (Picador, 192 págs.).

Um filme – A gangue de Hollywood, Sofia Coppola.

Um burger em Porto Alegre – Bife.

Um lugar para pegar gripe em Passo Fundo – Bokita.

Um lugar para nunca mais ir – Espaço das Américas.

Jornalismo cultural

Há duas semanas foi anunciado o fechamento da revista “Bravo!”, onde trabalhei por oito anos. Em abril, foi a vez do caderno “Sabático”, do “Estadão”, que tratava de literatura. Na última década, outros veículos culturais tiveram o mesmo destino, entre eles a “Palavra”, a “Bizz”, a “Set” e a “EntreLivros”.

Texto publicado na Folha de S.Paulo, 16/8/2013. Íntegra aqui.

Falta de noção

Toda vez que vejo um comercial de banco dando lições de consciência social, de sustentabilidade e de amor pelos nossos filhos, ou até declarando que dinheiro não é tão importante nesta vida, reconheço que os publicitários ainda são capazes de nos surpreender.

Texto publicado na Folha de S.Paulo em 2/8/2013. Íntegra aqui.