Michel Laub

Categoria: Cinema

Fim de semana

Um filme – Toni Erdmann, Maren Ade.

Outro – Miss Sloane, John Madden.

Um documentário – Era o Hotel Cambridge, Eliane Caffé.

Uma série média – OJ.

Outra – 13 Reasons Why.

Um livro – Meu Menino Vadio, Luiz Fernando Vianna (Intrínseca, 208 págs.).

Fim de semana

Um livro – Sapiens, Yoval Noah Harari (L&PM, 521 págs.).

Outro – Mulheres, Raça e Classe, Angela Davis (Boitempo, 244 págs.).

Um filme – Negação, Mick Jackson.

Outro – Hell or High Water, David Mackenzie.

Um documentário – I’m Not Your Negro, Raoul Peck.

Um disco – Goldberg Variations, Beatrice Rana.

Fim de semana

Um livro – Um Amor Feliz, Wislawa Szymborska (Companhia das Letras, 327 págs.).

Uma edição – Os Meninos da Rua Paulo, Ferenc Molnár (Cosac Naify, 262 págs.).

Outra – Berenice Corta o Cabelo, Scott Fitzgerald (Lote 42, 96 págs.).

Um artigo – Ariel Levy sobre o ayahuasca na New Yorker (aqui).

Um filme – O Silêncio do Céu, Marco Dutra.

Fim de semana

Um livro – A ascensão do romance, Ian Watt (Companhia de Bolso, 352 págs.).

Um disco – Schmilco, Wilco.

Um filme – Café Society, Woody Allen.

Uma adaptação fraca – Breves entrevistas com homens hediondos, John Krasinski.

Um documentário triste – Weiner, Josh Kriegman e Elyse Steinberg.

Fim de semana

Um filme – Francofonia, Alexandr Sokúrov.

Outro – Moon, Duncan Jones.

Um disco – Skeleton Tree, Nick Cave.

Um discurso – Lionel Shriver sobre apropriação cultural (aqui).

Um romance – Meia-Noite e Vinte, Daniel Galera (Companhia das Letras, 208 págs.).

Fim de semana

Um livro – Simpatia pelo Demônio, Bernardo Carvalho (Companhia das Letras, 236 págs.).

Outro – Como se Estivéssemos em Palimpsestos de Putas, Elvira Vigna (Companhia das Letras, 212 págs.).

Um disco – My Woman, Angel Olsen.

Um filme com uns poréns – Greenberg, Noah Baumbach.

Outro – Aquarius, Kleber Mendonça Filho.

Fim de semana

Um artigo – Zadie Smith sobre o Brexit (aqui).

Uma reportagem – Angels in America, 25 anos depois (aqui).

Uma série de fotos – A Síria antes e depois da guerra (aqui).

Um filme divertido – Elvis & Nixon, Liza Johnson.

Outro – Four Lions, Christopher Morris .

Fim de semana

Um romance – O Encontro Marcado, Fernando Sabino (Record, 365 págs.).

Um filme para ver de novo – Michael Clayton, Tony Gilroy.

Um artigo – Matéria x consciência para homens e objetos (aqui)

Um perfil – Nan Goldin, 30 anos depois (aqui).

Um ensaio – Marcos Nobre e a volta do Brasil aos anos 80 (aqui).

Fim de semana

Um disco – A Moon Shaped Pool, Radiohead.

Um filme – Viagem para a Itália, Michael Winterbotton.

Um filme ok – Midnight Special, Jeff Nichols.

Um documentário – Lucian Freud no seu ateliê (aqui).

Uma reportagem – Hollywood perdendo as novas gerações (aqui).

Fim de semana

Uma entrevista – James Joyce, 1929/1930 (aqui).

Um disco – Good Morning, My Love, Jesu & Sun Kill Moon.

Um filme de estreia – Aspirantes, Ives Rosenfeld.

Um livro de estreia – Sobre Pessoas Normais, Marcela Dantés (Patuá, 126 págs.)

Uma HQ – Pílulas Azuis, Frederik Peeters (Nemo, 206 págs.).

Fim de semana

Um filme – A Bruxa, Robert Eggers.

Outro – Boi Neon, Gabriel Mascaro.

Um artigo – Siddartha Mukherjee sobre esquizofrenia (aqui).

Outro – As guerras culturais nas universidades americanas (aqui).

Um livro – Entre Aspas 2, Fernando Eichenberg (L&PM, 480 págs.).

Fim de semana

Uma série – The Jinx.

Um filme argentino – O Décimo Homem, Daniel Burman.

Um filme argentino/espanhol – Truman, Cesc Gay.

Um disco de 2014 – Bad Debt, Hiss Golden Messenger.

Um livro – Depois a Louca sou Eu, Tati Bernardi (Companhia das Letras, 140 págs.).

Fim de semana

Um filme – Straight Outta Compton, F. Gary Gray.

Um filme de Yorgos Lanthimos – The Lobster.

Outro – Dogtooth.

Um perfil – A vida de Coppola na Itália (aqui)

Um ensaio – Camila Von Holdefer sobre literatura x otimismo (aqui).

Links

– Como a manipulação do DNA mudará o mundo: http://goo.gl/hDUcDY

– Como é tirar João Gilberto no Violão: http://goo.gl/tTm891

– Por que o azul não é mencionado em relatos de civilizações antigas: http://goo.gl/QDfKHd

– Bactérias que curam tumores cerebrais: http://goo.gl/o6mfMQ

– O que sonham os doentes terminais (e como os médicos lidam com isso): http://goo.gl/QQMsvo

– Ideologia de quem vive mais ou menos como mendigo (e de quem aplaude): http://goo.gl/fqM1oo

– Javier Marías em defesa do passado: http://goo.gl/CUVseS

– Pulitzer para resenhas de heavy metal: http://goo.gl/tpV199

– História boa e horrível sobre uma mãe que perdeu a guarda do filho: http://goo.gl/HvraZ8

– Mishima falando: https://goo.gl/3O1Tja

– George Steiner falando: https://goo.gl/U4chvy

– Contos de fada são mais antigos do que se sabia: http://goo.gl/Kvg0LX

– Uma teoria original (e americana) sobre a desigualdade brasileira: http://goo.gl/U5iOGK

Fim de semana

Um filme – A grande aposta, Adam McKay.

Um documentário – Best of enemies, Robert Gordon e Morgan Neville.

Outro – Eu sou Carlos Imperial, Ricardo Calil e Renato Terra.

Um terceiro – A paixão de JL, Carlos Nader.

Um romance – A vida secreta do senhor de Musashi, Junichiro Tanizaki (Companhia das Letras, 218 págs.).

Fim de semana

Um romance – O homem que amava os cachorros, Leonardo Padura (Boitempo, 589 págs.).

Uma série – Horace and Pete, Louis CK.

Um filme – Cemitério do esplendor, Apichatpong Weerasethakul.

Um filme simpático – Ave, César, irmãos Coen.

Um disco – The wilderness, Explosions in the Sky.

Fim de semana

Um documentário – Joe Strummer, the future is unwritten, Julien Temple.

Um filme – Pasolini, Abel Ferrara.

Outro – Órfãos do Eldorado, Guilherme Coelho.

Uma reportagem – Megan Phelps-Roper e a deserção da Westboro Baptist Church (aqui).

Um livro – Brasil, uma biografia, Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Starling (Companhia das Letras, 792 págs.).

Fim de semana

Uma resenha – Karl Ove Knausgaard sobre Michel Houellebecq (aqui).

Um artigo/entrevista – James Hambling/Alan Levinovitz sobre comida x moral (aqui).

Um filme – The end of the tour, James Ponsoldt.

Um documentário médio de TV – Richard Pryor, Icon.

Uma montagem – Caesar, dir. Roberto Alvim.

Fim de semana

Um filme – Love & Mercy, Bill Pohlad.

Um documentário de 2011 – Page one: inside the New York Times, Andrew Rossi.

Uma reportagem – Vida, morte e pós-morte de um anônimo em NY (aqui).

Uma palestra – Gilberto Vasconcellos sobre Câmara Cascudo (aqui).

Um disco – Fading Frontier, Deerhunter.

Fim de semana

Uma reportagem – Consuelo Dieguez sobre o BNDES na Piauí.

Um relato – Oliver Sacks sobre os últimos anos de Spalding Gray, idem.

Um documentário médio – Life itself, Steve James.

Outro – Keith Richards: under the influence, Morgan Neville.

Um livro – O oitavo selo, Heloisa Seixas (Cosac Naify, 192 págs.).

Feriado

Um documentário – Amy, Asif Kapadia.

Outro –Who Is Harry Nilsson (And Why Is Everybody Talkin’ About Him)?, John Scheinfeld.

Um filme estranho – Jauja, Lisandro Alonso.

Um romance brasileiro – O ano em que vivi de literatura, Paulo Scott (Foz, 251 págs.).

Outro – Enquanto Deus não está olhando, Débora Ferraz (Record, 366 págs.).

Fim de semana

Uma coletânea de poesia – O Livro das semelhanças, Ana Martins Marques (Companhia das Letras, 108 págs.).

Um romance – Pssica, Edyr Augusto (Boitempo, 94 págs.).

Um filme – A pele de vênus, Roman Polanski.

Um filme médio – Love, Gaspar Noé.

Um disco – B’lieve I’m goin down…, Kurt Vile.

Fim de semana

Um romance – Sérgio Y vai à America, Alexandre Vidal Porto (Companhia das Letras, 181 págs.).

Uma edição – Pais e filhos, Turguêniev (Cosac Naify, 352 págs.).

Uma reportagem – Kathryn Schultz sobre o Grande Terremoto Inevitável na New Yorker (aqui).

Um filme convencional bom – Mr. Turner, Mike Leigh.

Um filme convencional médio – Nocaute, Antoine Fuqua.

Feriado

Um vídeo – Nelson Rodrigues sendo Nelson Rodrigues (aqui).

Um disco de 2004 – Le Fil, Camille.

Um disco de 2014 – Granada, Sílvia Pérez Cruz.

Um romance – Tirza, Arnon Grunberg (Rádio Londres, 460 págs.).

Uma série apesar de etc. etc. – Narcos.

Fim de semana

Uma entrevista de 1996 – Caetano Veloso no Roda Viva (https://goo.gl/PJQm11)

Um filme de 1981 – Meu jantar com André, Louis Malle.

Duas palestras – Esper Cavalheiro e José Miguel Wisnik sobre música e ciência (https://goo.gl/N8FDAx)

Um vídeo – Cor e narrativa no cinema (http://goo.gl/RLQl5n)

Uma exposição de fotos – Coletivo Rolê, Mirante 9.

Fim de semana

Um romance – A amiga genial, Elena Ferrante (Biblioteca Azul, 331 págs.).

Uma reportagem – Dias de luta, Ricardo Alexandre (Arquipélago, 439 págs.).

Outra – Daniela Pinheiro sobre Roger Abdelmassih na Piauí.

Um documentário médio –  Winnebago man, Ben Steinbauer.

Outro – Dear Mr. Watterson, Joel Allen Schroeder.

Fim de semana

Uma edição – Ficção completa, Bruno Schultz (Cosac Naify, 544 págs.).

Um livro sobre música – As quarto estações, Mariano Marovatto (Cobogó, 88 págs.).

Um documentário sobre música – Desagradável, Fernando Rick (aqui).

Um disco – Star wars, Wilco.

Um vídeo – O debate cultural surf x jiu-jitsu no Rio dos 70 (aqui).

Fim de semana

Um documentário sobre música – What Happened, Miss Simone?,  Liz Garbus.

Um livro sobre música – Memórias de um legionário, Dado Villa-Lobos (Mauadx, 256 págs.).

Um ensaio – Tage Rai sobre violência e moral (aqui)

Um obituário – Alejandro Chacoff sobre James Salter na Piauí.

Uma exposição em Brasília – León Ferrari, CCBB.

Fim de semana

Um filme – O cidadão do ano, Hans Petter Moland.

Outro – Enquanto somos jovens, Noah Baumbach.

Uma segunda temporada até aqui – True detective.

Um bibimpap – Mirim.

Um melhor (sempre) – Bueno.

Selvagens e eternos

Assisto a Os bons companheiros desde o seu lançamento, em 1990. A Cassino, desde o seu, em 1995. É dos poucos hábitos que mantive nestas duas décadas e meia em que deixei para trás tantas certezas sobre tantas coisas.

No ano em que se comemoram aniversários redondos dos dois clássicos de Martin Scorsese, as lições de ambos se renovam a cada reprise. A principal, que soa óbvia, mas não costuma ser seguida, é a de que a liberdade é o bem mais precioso do artista – e se apegar a ela é a melhor forma de lidar com as regras de um gênero ou tradição.

Em vez de ser uma sombra intimidadora, o longo cânone americano de filmes de máfia, cujos realizadores vão de Howard Hawks e William Wellman a Brian De Palma e Francis Ford Coppola, funcionou de maneira paradoxal aqui. Já que as possibilidades de exibir esse universo pareciam esgotadas, Scorsese resolveu trabalhar sem amarras – fazendo homenagens e emulando o virtuosismo dos mestres, sim, mas dando às suas crias um tom de irreverência selvagem.

Trecho de artigo publicado na Folha de S.Paulo, 19/6/2015. Íntegra aqui.