Michel Laub

Categoria: Cinema

Fim de semana

Um disco – Sparkle Hard, Stephen Malkmus & The Jicks.

Uma montagem – Eu Sou Essa Outra, Sesc Pinheiros.

Um filme pior que os anteriores da série – The Trip to Spain, Michael Winterbottom.

Uma HQ – Sem Volta, Charles Burns (Quadrinhos na Cia, 176 págs.).

Um artigo – Jenny Uglow e a pintura realista em Londres, Século 20 (aqui).

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Fim de semana

Uma reportagem – Allan de Abreu sobre o PCC, na Piauí.

Um livro de provocação – Manifesto Contrassexual, Paul B.Preciado (N-1, 224 págs.).

Um documentário médio/bom – The Reagan Show, Sierra Pettengill e Pacho Velez.

Um médio/médio – A Verdade sobre Marlon Brando, Stevan Riley.

Um disco – Deus é Mulher, Elza Soares.

Fim de semana

Um livro – Que emoção! Que emoção?, Georges Didi-Huberman (34, 72 págs.).

Um artigo – A relação entre liberalismo econômico e fascismo (aqui).

Uma exposição – Conflitos brasileiros, IMS.

Uma montagem irregular – Extinção, Denise Stocklos.

Uma série ok  – Bobby Kennedy para Presidente, Dawn Porter.

Fim de semana

Um livro – Strangers in Their Own Land, Arlie Russell Hochschild (The New Press, 368 págs.).

Um livro de fotografia – Sleeping by the Mississippi, Alec Soth (Mack, 120 págs.).

Um livro de contos – Reserva Natural, Rodrigo Lacerda (Companhia das Letras, 184 págs.).

Um ensaio – Jonathan Franzen sobre aquecimento global na Serrote.

Um filme – O Cavalo de Turim, Béla Tarr.

Fim de semana

Uma exposição – Mira Schendel no MAM.

Um romance – A Tirania do Amor, Cristovão Tezza (Todavia, 176 págs.).

Um livro de contos – O Sol na Cabeça, Giovani Martins (Companhia das Letras, 120 págs.).

Um documentário – Panteras Negras: a Vanguarda da Revolução, Stanley Nelson.

Um filme meio bobo – Baseado em Fatos Reais, Roman Polanski.

Fim de semana

Um romance – Léxico Particular, Natalia Ginzburg (Companhia das Letras, 254 págs.).

Um livro jurídico – Memória e Esquecimento na Internet, Sérgio Branco (Arquipélago, 208 págs.).

Um ensaio – Celso Rocha de Barros sobre democracia na Piauí.

Outro – Ricardo Teperman sobre rap e MPB na Serrote 25 (aqui).

Um filme – Aos Teus Olhos, Carolina Jabor.

Fim de semana

Um filme – Projeto Flórida, Sean Baker.

Um documentário – Torquato Neto – Todas as Horas do Fim, Eduardo Ades e Marcus Fernando

Um livro – Marlene Dumas: the Image as Burden (Tate/D.A.P., 176 págs.).

Uma novela média – Pinball, 1973, Haruki Murakami.

Um ensaio de provocação – Literatura de Esquerda, Damián Tabarovsky (aqui).

Fim de semana

Uma revista – Baiacu.

Um filme – O artista do Desastre, James Franco.

Outro – Get Out, Jordan Peele.

Um curta – Nelson Cavaquinho, Leon Hirszman (aqui).

Uma releitura Diário de um Ladrão, Jean Genet (Rio Gráfica, 260 págs.).

Fim de semana

Um filme – Trama Fantasma, Paul Thomas Anderson.

Outro – Lady Bird, Greta Gerwig.

Mais outro – Eu, Tonya, Craig Gillespie.

Um filme ruim – Três Anúncios para um Crime, Martin McDonagh.

Um livro de poesia – Forte Apache, Marcelo Montenegro (Companhia das Letras, 120 págs.).

Fim de semana

Uma reportagem – Os russos e a crise no Facebook (aqui).

Um artigo – Shakespeare, plágio e reinvenção (aqui).

Um filme – O Sacrifício do Cedro Sagrado, Yorgos Lanthimos.

Outro – All the Money in the World, Ridley Scott.

Um documentário – O Homem do Jornal: a vida de Ben Bradlee, John Maggio.

Fim de semana

Um livro – O Guia Literário da Bíblia (Unesp, 723 págs.).

Uma releitura – Em Louvor da Sombra, Junichiro Tanizaki (Penguin Companhia, 72 págs.).

Um filme – Call me by Your Name, Luca Gadagnino.

Outro – O Jovem Karl Marx, Raoul Peck.

Mais outro – The Post, Steven Spielberg.

Fim de semana

Uma exposição – Histórias da Sexualidade, MASP.

Uma montagem – O Rio, Sesc Consolação.

Um filme – O Destino de uma Nação, Joe Wright.

Um documentário – One of Us, Heidi Ewing e Rachel Grady.

Um romance – Pretérito Imperfeito, Bernardo Kucinski (Companhia das Letras, 152 págs.).

Fim de semana

Uma coletânea – 50 Poemas de Revolta (Companhia das letras, 143 págs.).

Um filme – The Square, Ruben Östlund.

Outro – 120 batimentos por minuto, Robin Campillo.

Um filme bonzinho – Roda Gigante, Woody Allen.

Um ruim – Suburbicon, George Clooney.

Fim de semana

Um livro – Confissões, Santo Agostinho (Penguin Companhia, 416 págs.).

Um romance – I Love Dick, Chris Kraus (Semiotext(e)/Native Agents, 280 págs.) .

Um conto – The Dog, J.M.Coetzee (aqui).

Um documentário – The Act of Killing, Joshua Oppenheimer.

Um podcast – R.E.M. sobre os 25 anos de Automatic for the People (aqui).

Fim de semana

Um filme – The Meyerowitz Stories, Noah Baumbach.

Um documentário meio egóico – Jim & Andy: The Great Beyond, Chris Smith.

Um ensaio de 1975 – Susan Sontag sobre Leni Riefenstahl (aqui).

Uma novela – Glaxo, Hernán Ronsino (Ed 34, 77 págs.).

Um livro de poemas – A Orca no Avião, Sofia Mariutti (Patuá, 71 págs.).

Um judeu vê filmes nazistas

Em suas memórias sobre a Fatwa, decreto religioso que o condenou à morte por ter escrito um romance supostamente blasfemo contra o Islã, Salman Rushdie chamou os dez anos em que precisou viver escondido de “batalha entre a mente literal e a mente irônica”. É uma boa definição: o contrário das certezas do fanatismo seria um recurso cuja essência – dizer algo diferente do que parece estar sendo dito – é um convite à nuance, à dúvida que faz avançarem inteligência e sensibilidade.

Seria tentador usar esse exemplo para ridicularizar quem se indignou com a programação recente de instituições culturais no país – evangélicos, um ex-ator pornô e Senhoras de Santana disfarçadas de liberais. Afinal, ver estímulo à pedofilia num quadro que traz a frase “criança viada” (Santander Cultural/Porto Alegre), ou um ato sexual numa menina acompanhada da mãe que toca o braço de um homem nu cercado de outras pessoas num museu (MAM/SP), entre tantos outros exemplos, é só entender as coisas por um valor de face adaptado à estupidez do observador.

Mais interessante, porém, é levar o caso a sério em seus próprios termos. Um dos subtextos dos protestos reafirma uma verdade que andava esquecida: a de que algumas das batalhas centrais na determinação da mentalidade de uma época estão, sim, no campo simbólico da representação estética. Se a arte voltou a ser perigosa, é porque voltou a ser relevante.

Trecho inicial de texto que publiquei na Folha de S.Paulo, 19/11/2017. Íntegra aqui.

Fim de semana

Um filme – Borg Vs McEnroe, Janus Metz Pedersen.

Outro – Gabriel e a Montanha, Fellipe Barbosa.

Um livro – O Palácio da Memória, Nate DiMeo (Todavia, 253 págs.).

Outro – A Glória e seu Cortejo de Horrores, Fernanda Torres (Companhia das Letras, 216 págs.).

Um texto – Marcel Cohen sobre coincidências na Piauí.

Fim de semana

Um artigo – Hermano Vianna sobre inteligência artificial (aqui).

Outro – Joan Acocella sobre Lutero (aqui).

Um filme – Churchill, Jonathan Teplitzky.

Um filme ok – O Formidável, Michel Hazanavicius.

Um livro – A vítima tem sempre razão?, Francisco Bosco (Todavia, 208 págs.).

Fim de semana

Um livro – Imunidade, Eula Biss (Todavia, 206 págs.).

Uma exposição de madrugada – The Clock, IMS.

Um filme ok – Blade Runner 2049.

Um filme melhor – Blade Runner 1.

Um disco – Campos Neutrais, Vitor Ramil.

Fim de semana

Um disco – Hiss Spun, Chelsea Wolfe.

Um documentário – Oasis: Supersonic, Mat Whitecross.

Um filme de 1981 – The Decline of Western Civilization (1), Penelope Spheeris.

Um filme pretensioso – Mãe!, Darren Aronofsky.

Um prédio – IMS Paulista.

Fim de semana

Um livro – Sobre Gatos, Doris Lessing (Autêntica, 192 págs.).

Um ensaio – Antonio Engelke sobre identitarismo, na Piauí.

Um vídeo – Rock Grande do Sul 30 anos depois (aqui).

Um filme médio – Norman, Joseph Cedar.

Um filme ruim – O Círculo, James Ponsoldt.

Fim de semana

Um romance – O Vendido, Paul Beatty (Todavia, 320 págs.).

Um ensaio de provocação – Teoria King Kong, Virginie Despentes (N-1 Edições, 128 págs.).

Um filme simpático – O Filme da Minha Vida, Selton Mello.

Outro – The Invention of Lying, Ricky Gervais.

Um artigo – Fake news na época da invenção do rádio (aqui).

Fim de semana

Um filme – Bingo, o Rei das Manhãs, Daniel Rezende.

Um filme pretensioso – De Canção em Canção, Terrence Malick.

Um livro – As Perguntas, Antonio Xerxenesky (Companhia das Letras, 184 págs.).

Um projeto – Sesc 24 de maio.

Um depoimento – Ruy Castro sobre alcoolismo (aqui).

Fim de semana

Uma HQ – Aqui, Richard McGuire (Companhia das Letras, 304 págs.).

Uma peça – Marte, você está aí?, Silvia Gomez.

Um filme – O Apartamento, Asghar Farhadi.

Outro – Afterimage, Andzrej Wajda.

Um vídeo – Charlottesville na Vice/HBO (aqui).

Fim de semana

Um filme – Wizard of Lies, Barry Levinnson.

Outro – Dunkirk, Christopher Nolan.

Uma exposição no Masp – Toulouse Lautrec.

Outra (com vidros que refletem) – Miguel Rio Branco.

Um obituário – Maria Emilia Bender sobre Elvira Vigna na Piauí.

Fim de semana

Um documentário – Metallica: Some Kind of Monster, Joe Berlinger e Bruce Sinofsky.

Um filme ruim – O Contador, Gavin O’Connor.

Uma série de culinária – Anthony Bourdain.

Uma peça – Jó ou a Tortura pelos Amigos, Fabrice Hadjaj (É Realizações, 80 págs.).

Uma releitura – O Instante Contínuo, Geoff Dyer (Companhia das Letras, 304 págs.).

Fim de semana

Uma série – Hip Hop Evolution.

Uma série ruim sobre o mesmo tema – The Get Down.

Um documentário – American Anarchist, Charlie Siskel.

Outro – Janis: Little Girl Blue, Amy Berg

Uma coletânea – Extras e gravações alternativas de Vauxhal and I, de Morrissey (aqui).

Fim de semana

Um disco – No Home of the Mind, Bing and Ruth.

Um filme simpático – Paterson, Jim Jarmusch.

Outro – O Cidadão Ilustre, Mariano Cohn e Gastón Duprat.

Uma série de depoimentos – Como a Guerra dos Seis Dias mudou a religião (aqui).

Uma série de fotos – Nazistas nos EUA, anos 30 (aqui).

Fim de semana

Uma releitura – Luz em Agosto, William Faulkner (Cosac Naify, 440 págs.).

Outra – William Faulkner na Paris Review (aqui).

Um artigo – JM Coetzee e a religião (aqui).

Um filme – David Brent: Life on The Road, Ricky Gervais.

Uma nova temporada – Twin Peaks.

Fim de semana

Um documentário – Testemunha 4, Marcelo Grabowsky.

Outro – Laerte-se, Lygia Barbosa da Silva e Eliane Brum.

Um livro simpático – Romancista Como Vocação, Haruki Murakami (Alfaguara, 166 págs.).

Uma série ruim, mas boa – Designated Survivor.

Uma ruim e ruim – Billions