Michel Laub

Mês: março, 2014

Tipos intelectuais, 2014

– Destaque das humanidades ou da ciência que vira um idiota quando o assunto é política.

– Crítico literário que, ditando todo tipo de regra sobre como a prosa alheia deve ser, escreve em prosa ilegível.

– Nostálgico de algo que nunca houve: respeito pela coisa pública, arte elevada que já nasce elevada, Rio de Janeiro cordial e lírico.

Texto publicado na Folha de S.Paulo, 14/3/2014. Íntegra aqui.

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‘Ninfomaníaca’ e ‘O lobo de Wall Street’

Uma vez li um texto, talvez de Pauline Kael, talvez de Roger Ebert, em que o crítico reclamava da falta de sabor de um filme sobre jogo. Se você quer entender um viciado, a resenha dizia, deve admitir e mostrar que algo o levou até ali: o prazer que, em algum ponto antes da inevitável decadência, experimenta quem fuma crack ou ajuda a abrir a padaria para a pinga do café da manhã.

Texto publicado na Folha de S.Paulo, 31/1/2012. Íntegra aqui.

Fim de semana

Um filme – Grand Budapest Hotel, Wes Anderson.

Outro – Capitain Phillips, Paul Greengrass.

Uma exposição em Paris – Van Gogh/Artaud no Museu D’Orsay.

Outra – Fotografia latina na fundação Cartier.

Uma memória – Saulo Szinzaruk Barbosa sobre o pai esquizofrênico na Piauí.

Humor e ofensa

Toda vez que um humorista se mete em uma controvérsia, surge alguém para dizer que o problema não são as piadas ofensivas, e sim a falta de graça do autor. É mentira. Ninguém vai aos jornais falar mal de humoristas respeitosos, tenham eles talento ou não.

Texto publicado na Folha de S.Paulo, 17.01.14. Íntegra aqui.

Fim de semana

Uma exposição em Lisboa – Rui Chafes, Gulbekian.

Uma exposição em Paris – Gustave Doré, museu D’Orsay.

Outra – Carl Larsson, Petit Palais.

Um filme – Ninfomaníaca – parte 2, Lars Von Trier.

Uma seleção – 80 trechos de Philip Roth, por Camila Von Holdefer (http://goo.gl/vsJ8F3).

Egopress

Nesta terça, 18/3, às 18h30, participo de um debate com Cristovão Tezza na Fundação Gulbekian, em Paris. No sábado, às 14h, estarei numa mesa do Salão do Livro, com Ana Martins Marques e Tércia Montenegro. A mediação dos dois eventos é do professor Leonardo Tonus. Ambos fazem parte da Primavera Literária (programação completa: http://goo.gl/715cJO).

Novelas e Apartheid

Sempre dou um desconto quando ouço que a TV era melhor antigamente. O passado só existe sob o filtro egocêntrico das lembranças, que confundem a glória de nossa biografia com o esplendor da história do mundo. E a análise não pode desprezar o contexto. O “padrão Globo de qualidade” dos anos 1970/1980, por exemplo, tinha menos apelação porque havia menos concorrência.

Texto publicado na Folha de S.Paulo, 14.2.2014. Íntegra aqui.