Michel Laub

Categoria: Música

Fim de semana

Um livro – O Oráculo da Noite, Sidarta Ribeiro (Companhia das Letras, 460 págs.).

Um filme – Meu Nome é Dolemite, Craig Brewer.

Um filme ok – A Lavanderia, Steven Soderbergh.

Uma exposição – Cildo Meirelles, Sesc Pompeia.

Um disco – Ode to Joy, Wilco.

Fim de semana

Um disco – All Mirrors, Angel Olsen.

Um vídeo – Nando Reis sobre seus violões (aqui).

Um filme – A vida Invisível, Karim Ainouz.

Um filme de 2017 – First Reformed, Paul Schrader.

Um ensaio – Zadie Smith e uma defesa da ficção (aqui).

Fim de semana

Um filme – Joker, Todd Philips.

Outro – Midsommar, Ari Aster.

Um disco – Two Hands, Big Thief.

Um livro – Prólogo, Ato, Epílogo, Fernanda Montenegro (Companhia das Letras, 342 págs.).

Uma série – Sintonia.

Fim de semana

Um disco – Ghosteen, Nick Cave.

Outro – Lúcio Maia.

Um artigo – George Packer sobre Roy Cohn e Trump (aqui)

Um vídeo antigo – Roy Cohn x Gore Vidal (aqui)

Um podcast – Thom Yorke sobre música numa ilha deserta (aqui).

Fim de semana

Um show – Vitor Ramil + Angélica Freitas.

Um disco – i,i, Bom Iver.

Um filme – Rainha de Copas, May el-Toukhy.

Um filme anacrônico – Yesterday, Danny Boyle.

Um livro de poesia – As Durações da Casa, Julia de Sousa (7 Letras, 80 págs.).

Fim de semana

Uma exposição – Alfons Mucha, Fiesp.

Um disco – Free, Iggy Pop.

Um espetáculo bem Zé Celso – Roda Viva.

Um livrinho – A Doença e o Tempo, Eduardo Jardim (Bazar do Tempo, 80 págs.).

Um documentário longo – Frank Sinatra, All or Nothing at All.

Fim de semana

Um artigo – a autobiografia de Prince (aqui).

Uma conversa – Sidarta Ribeiro e Bruno Torturra (aqui)

Um disco pop – Norman Fucking Rockwell, Lana Del Rey.

Uma edição – Francisco Alvim, 80 anos (Quelônio, 30 págs.).

Um romance – Meu Ano de Descanso e Relaxamento, Otessa Moshfegh (Todavia, 240 págs.).

Fim de semana

Um filme – Dor e Glória, Pedro Almodóvar.

Um documentário – George Harrison: Living in the Material World, Martin Scorsese.

Uma série – Years and Years.

Uma entrevista – Henrique Vieira e a tolerância evangélica (aqui).

Um disco – High Highs to Low Lows, Lolo Zouaï.

Fim de semana

Um depoimento – Arthur Nestrovski sobre João Gilberto (aqui).

Uma exposição no IMS – Sergio Larrain

Outra – Letizia Battaglia.

Uma reportagem – O racismo nas conversas de Reagan e Nixon (aqui).

Um romance – Serotonina, Michel Houellebecq (Alfaguara, 240 págs.).

Fim de semana

Um podcast – Canudos e Euclides da Cunha (aqui).

Um ensaio – Jean-Claude Bernardet e o câncer (aqui).

Um depoimento – Ian Patterson e a bibliofilia (aqui).

Um artigo – Shannon Palus e os avisos de gatilho (aqui).

Um filme – Nico, 1988, Susanna Nicchiarelli.

Fim de semana

Uma nova edição – Coração das Trevas, Joseph Conrad (Ubu, 224 págs.).

Uma fala/leitura – Susan Sontag sobre expressão pessoal e dor (aqui).

Um documentário – DeFalla – Sobre Amanhã, Diego de Godoy e Rodrigo Pesavento (aqui).

Um filme ok – Rocket Man, Dexter Fletcher

Um disco de covers – California Son, Morrissey.

Fim de semana

Um ensaio – David Wallace-Wells e o fim do mundo (aqui).

Uma reportagem – William Langewiesche e o fim de um voo (aqui).

Um disco – Father of the Bride, Vampire Weekend.

Um documentário simpático – Alceu Valença na Embolada do Tempo, Paola Vieira.

Um filme médio – Us, Jordan Peele.

Fim de semana

Um documentário – Teenage, Matt Wolf.

Um filme inusitado – As Boas Maneiras, Juliana Rojas/Marco Dutra.

Um disco – Anima, Thom Yorke.

Um ensaio fotográfico – Frances F. Denny  e as bruxas (aqui).

Uma releitura – O Apanhador no Campo de Centeio, J.D. Salinger (Todavia, 456 págs.).

Fim de semana

Um livro – Vozes de Tchernóbil, Svetlana Aleksiévitch (Companhia das Letras, 384 págs.).

Uma reportagem – Como os algoritmos fazem os radicais de YouTube (aqui).

Uma exposição – Acervo em Transformação, MASP.

Um documentário sobre John Lennon – Só o Céu como Testemunha, Michael Epstein.

Um (não) documentário sobre Bob Dylan – Rolling Thunder Review, Martin Scorsese.

 

Fim de semana

Um romance – O Inferno dos Outros, David Grossman (Companhia das Letras, 208 págs.).

Uma reportagem – Rebecca Mead e a invasão do Airbnb em Barcelona (aqui).

Um disco – Remind me Tomorrow, Sharon Van Etten.

Um filme – The Mule, Clint Eastwood.

Um documentário – Andre the Giant, Jason Hehir.

Fim de semana

Uma série – Chernobyl.

Uma exposição – Leonilson, Fiesp.

Um livro – Entre Nós, diálogos com Philip Roth (Companhia das Letras, 176 págs.).

Um relato – Guinevere Turner e a infância num culto (aqui).

Um disco – Roberto Carlos por Nando Reis.

Fim de semana

Um disco – Westkust, Westkust.

Uma feira (para ryco) – SP Arte.

Um western – Rastro de Maldade, S. Craig Zahler.

Um filme farofa – The Dirt, Jeff Treimane.

Um livro – A Literatura Nazista na América, Roberto Bolaño (Companhia das Letras, 237 págs.).

Fim de semana

Uma releitura – O Segredo de Joe Gould, Joseph Mitchell (Companhia das Letras, 158 págs.)

Um filme ruim – The Green Book, Peter Farrelly.

Outro – Velvet Buzzshow, Dan Gilroy.

Um disco – Crushing, Julia Jacklin.

Um podcast de 2018 – João Silvério Trevisan e a história LGBTQ no Brasil (aqui).

Com o chicote da linguagem

Numa passagem de À Sombra dos Viadutos em Flor, seu livro de memórias recém-publicado (Sesi–SP, 143 págs.), o escritor, jornalista e músico Cadão Volpato narra uma conversa com um colega de trabalho que estava lendo A Menina Morta, de Cornélio Pena. “É um romance moderno”, o colega diz. “Nada acontece”. No que Cadão complementa, sem aspas, talvez se referindo à vida naquele início dos anos 1980, agora para o leitor de hoje: “E nada acontecia”.

A princípio, parece haver algo de errado na frase. Não dá para dizer que “nada acontecia” no período que mais ou menos coincide com a fundação do Fellini, uma banda independente e cultuada de São Paulo que tinha, além do próprio Cadão nos vocais, o baixista Ricardo Salvagni e os guitarristas Jair Marcos e Thomas Pappon. Era o início da redemocratização, com sua efervescência cultural e política tanto nos fatos públicos – da bomba no Riocentro à campanha das Diretas Já, do ocaso da censura ao boom da nova geração do rock – quanto nas expectativas, na imagem que o Brasil projetava para o próprio futuro social e institucional.

Mas essa estranheza é uma das qualidades do livro. Cadão não está falando apenas de um período histórico, nem apenas de uma banda de rock, nem apenas de um país. Toda boa autobiografia preserva a individualidade possível diante do que é mero contexto, ou mero clichê: o espírito do tempo sempre pronto para deformar a memória com imposições temáticas, ideológicas ou morais. Numa época em que o factual básico do passado está disponível online – há conteúdo interminável sobre a cultura brasileira dos 1980 no You Tube, por exemplo –, é preciso superar o pleonasmo de evocar um imaginário já bastante comum.

Trata-se de uma lição proustiana, a seu modo, que Cadão aproveita desde o título (uma brincadeira com À Sombra das Raparigas em Flor). Se a linguagem é naturalmente restrita ao evocar lembranças sensoriais e abstratas, que seja capaz de criar um objeto novo, cuja beleza também é nova. Sob as normas dessa reinvenção dá para dizer, sim, que o início da chamada década perdida foi tedioso – porque importa é a inquietude do autor diante do tédio, algo de sua personalidade e temperamento que não passa apenas por gatilhos externos. À diferença do que costumamos ver em histórias de roqueiros, nas quais o passado é sempre cheio de aventura e excessos, gerando anedotas divertidas sobre protagonistas e coadjuvantes então ou posteriormente famosos, o material de Cadão é menos direto, mais difícil de classificar.

Trecho inicial da minha coluna de estreia no Valor Econômico. Escreverei mensalmente sobre livros no caderno Eu&, que circula aos fins de semana. Íntegra do texto aqui, para quem é assinante ou fizer o cadastro.

Fim de semana

Um livro – Ricardo e Vânia, Chico Felitti (Todavia, 191 págs.).

Um filme – Brexit: the Uncivil War, Toby Haynes.

Um disco – Besta Fera, Jards Macalé.

Um disco de 2007 – The Glenn Gould Trilogy: a Life.

Um podcast – Wanderley Mendonça e João Varella no Tutano.

Fim de semana

Uma edição – Poemas, T.S. Eliot (Companhia das Letras, 438 págs.).

Outra – Terra e Paz, Yehuda Amichai (Bazar do Tempo, 184 págs.).

Um disco de 1981 – La Folie, Stranglers.

Um filme – A Ilha dos Cachorros, Wes Anderson.

Outro – Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava, Fernanda Pessoa.

Fim de semana

Um livro – Como funciona o Fascismo, Jason Stanley (L&PM, 206 págs.).

Um disco – Piano & A Microfone, Prince.

Um filme – Roma, Alfonso Cuarón.

Uma exposição no IMS – Claudia Andujar.

Outra – Millôr.

Fim de semana

Um livro – Caderno de Memórias Coloniais, Isabela Figueiredo (Todavia, 184 págs.).

Outro – O Sonâmbulo Canta no Topo do Edifício em Chamas, Joca Terron (Pedra papel tesoura, 120 págs.).

Uma exposição em Fortaleza – Terra em Transe, Dragão do Mar.

Um filme médio – Bohemian Rhapsody, Bryan Singer.

Um documentário – Rolling Stones: Crossfire Hurricane, Brett Morgen.

Fim de semana

Um romance A Vida Escolar de Jesus, J.M. Coetzee (Companhia das Letras, 259 págs.).

Um ensaio – Contra os Filhos, Lina Meruane (Todavia, 176 págs.).

Um filme – You Were Never Really Here, Lynne Ramsay.

Um clipe – Suspirium, Thom Yorke (aqui).

Uma exposição – Bienal.

Fim de semana

Uma exposição – Irving Penn no IMS.

Um adaptação competente – De amor e Trevas, Natalie Portman.

Um disco de 2016 – Post Pop Depression, Iggy Pop.

Um ensaio – Carol Bensimon sobre o apartamento dos avôs (aqui)

Um relançamento – Fun Home, Alison Bechdel (Todavia, 234 págs.).

Fim de semana

Um livro – A Guerra: a Ascensão do PCC e o Mundo do Crime no Brasil, Bruno Paes Manso e Camila Nunes Dias (Todavia, 344 págs.).

Um ensaio – Zadie Smith sobre Henry Taylor (aqui).

Um documentário ok – Robin Williams: Come Inside My Mind, Marina Zenovich.

Um filme simpático – England is Mine, Mark Gill.

Um disco simpático – Call the Comet, Johnny Marr.

Fim de semana

Um livro – Garotas Mortas, Selva Almada (Todavia, 128 págs.).

Um conto – Writing Teacher, John Edgar Wideman (aqui).

Uma exposição – Jac Leirner, Fortes D’Aloia & Gabriel.

Outra – Powerpaola, Sala Aberta.

Um disco – Ofertório, Caetano Veloso e filhos.

Fim de semana

Um disco – Sparkle Hard, Stephen Malkmus & The Jicks.

Uma montagem – Eu Sou Essa Outra, Sesc Pinheiros.

Um filme pior que os anteriores da série – The Trip to Spain, Michael Winterbottom.

Uma HQ – Sem Volta, Charles Burns (Quadrinhos na Cia, 176 págs.).

Um artigo – Jenny Uglow e a pintura realista em Londres, Século 20 (aqui).

Fim de semana

Uma reportagem – Allan de Abreu sobre o PCC, na Piauí.

Um livro de provocação – Manifesto Contrassexual, Paul B.Preciado (N-1, 224 págs.).

Um documentário médio/bom – The Reagan Show, Sierra Pettengill e Pacho Velez.

Um médio/médio – A Verdade sobre Marlon Brando, Stevan Riley.

Um disco – Deus é Mulher, Elza Soares.

Fim de semana

Uma série – Wild Wild Country.

Um disco – Every Country’s Sun, Mogwai.

Uma exposição no Tomie Ohtake – Cecily Brown.

Outra – Paulo Pasta.

Um perfil – Marianne Elliott e a nova montagem de Angels in America (aqui).