Michel Laub

Categoria: Música

Fim de semana

Um livro – Manual da Faxineira, Lucia Berlin (Companhia das Letras, 536 págs.).

Um livro meio datado – A Segunda Profissão Mais Antiga do Mundo, Paulo Francis (Três Estrelas, 408 págs.).

Uma exposição datada – Yoko Ono no Tomie Ohtake.

Um disco – Slowdive, Slowdive.

Um filme médio – Stefan Zweig: Adeus à Europa, Maria Schrader.

Fim de semana

Um disco – Stereoscope, Christina Vantzou.

Um filme – Vermelho Russo, Charly Braun.

Um filme médio – The Founder, John Lee Hancock.

Um livro – A Idade Viril, Michel Leiris (Cosac Naify, 208 págs.).

Um ensaio – Ben Lerner sobre poesia na Serrote.

Fim de semana

Um livro – Sapiens, Yoval Noah Harari (L&PM, 521 págs.).

Outro – Mulheres, Raça e Classe, Angela Davis (Boitempo, 244 págs.).

Um filme – Negação, Mick Jackson.

Outro – Hell or High Water, David Mackenzie.

Um documentário – I’m Not Your Negro, Raoul Peck.

Um disco – Goldberg Variations, Beatrice Rana.

Links

– O futuro sombrio da manipulação de notícias: https://goo.gl/mt3WHI

– Fake News ao longo da história, por Robert Darnton: https://goo.gl/CVLCqI

– O mercado de Fake News no Brasil, por Fabio Victor: https://goo.gl/RzXyHC

– Artistas, arquitetos e direitos humanos na construção de museus nos Emirados Árabes: https://goo.gl/1Mv70b

– Alejandro Chacoff sobre Reagan e Trump (e filosofia política, e infância nos EUA dos 1980): https://goo.gl/ZCyxmc

– O que alguns integrantes do ISIS acham de Trump: https://goo.gl/G6taSW

– Sobre decidir escrever ficção numa língua que não é a sua: https://goo.gl/ZBYyMU

– Utopias ontem e hoje: https://goo.gl/kgeyFW

– O passado e o futuro do PCC: https://goo.gl/mV40Bg

– Nate Silver e a impossibilidade de prever o imprevisível: https://goo.gl/mV40Bg

– 4h de podcast sobre um movimento messiânico em Munster, 1534: https://goo.gl/btTb9K

– Ideologia e cálculo na ascensão de Putin na Rússia e no Ocidente: https://goo.gl/zKgEXL

– Lenin e a literatura russa: https://goo.gl/aQx3Pv

– William Buckley Jr entrevista Carlos Lacerda, 1967: https://goo.gl/H5bI9h

– 200 discos clássicos (ou quase) da música brasileira para ouvir online: https://goo.gl/ExEEj2

Fim de semana

Um perfil – Leonard Cohen por David Remnick (aqui).

Um texto – Ana Maria Bahiana sobre Bob Dylan (aqui).

Uma palestra – Bernardo Carvalho sobre criação literária (aqui).

Um disco – Love your Dam and Mad, Nadine Shah.

Um livro – A Filha Perdida, Elena Ferrante (Intrínseca, 174 págs.).

Fim de semana

Um livro – A ascensão do romance, Ian Watt (Companhia de Bolso, 352 págs.).

Um disco – Schmilco, Wilco.

Um filme – Café Society, Woody Allen.

Uma adaptação fraca – Breves entrevistas com homens hediondos, John Krasinski.

Um documentário triste – Weiner, Josh Kriegman e Elyse Steinberg.

Fim de semana

Um livro – Simpatia pelo Demônio, Bernardo Carvalho (Companhia das Letras, 236 págs.).

Outro – Como se Estivéssemos em Palimpsestos de Putas, Elvira Vigna (Companhia das Letras, 212 págs.).

Um disco – My Woman, Angel Olsen.

Um filme com uns poréns – Greenberg, Noah Baumbach.

Outro – Aquarius, Kleber Mendonça Filho.

Fim de semana

Uma série – The Night Of.

Outra – Stranger Things.

Uma reportagem – Duas semanas de terror e suas vítimas (aqui).

Um vídeo – 300 gols de Pelé (aqui).

Um disco – Poison Season, Destroyer.

Fim de semana

Um disco – A Moon Shaped Pool, Radiohead.

Um filme – Viagem para a Itália, Michael Winterbotton.

Um filme ok – Midnight Special, Jeff Nichols.

Um documentário – Lucian Freud no seu ateliê (aqui).

Uma reportagem – Hollywood perdendo as novas gerações (aqui).

Fim de semana

Uma entrevista – James Joyce, 1929/1930 (aqui).

Um disco – Good Morning, My Love, Jesu & Sun Kill Moon.

Um filme de estreia – Aspirantes, Ives Rosenfeld.

Um livro de estreia – Sobre Pessoas Normais, Marcela Dantés (Patuá, 126 págs.)

Uma HQ – Pílulas Azuis, Frederik Peeters (Nemo, 206 págs.).

Fim de semana

Uma série – The Jinx.

Um filme argentino – O Décimo Homem, Daniel Burman.

Um filme argentino/espanhol – Truman, Cesc Gay.

Um disco de 2014 – Bad Debt, Hiss Golden Messenger.

Um livro – Depois a Louca sou Eu, Tati Bernardi (Companhia das Letras, 140 págs.).

Links

– Como a manipulação do DNA mudará o mundo: http://goo.gl/hDUcDY

– Como é tirar João Gilberto no Violão: http://goo.gl/tTm891

– Por que o azul não é mencionado em relatos de civilizações antigas: http://goo.gl/QDfKHd

– Bactérias que curam tumores cerebrais: http://goo.gl/o6mfMQ

– O que sonham os doentes terminais (e como os médicos lidam com isso): http://goo.gl/QQMsvo

– Ideologia de quem vive mais ou menos como mendigo (e de quem aplaude): http://goo.gl/fqM1oo

– Javier Marías em defesa do passado: http://goo.gl/CUVseS

– Pulitzer para resenhas de heavy metal: http://goo.gl/tpV199

– História boa e horrível sobre uma mãe que perdeu a guarda do filho: http://goo.gl/HvraZ8

– Mishima falando: https://goo.gl/3O1Tja

– George Steiner falando: https://goo.gl/U4chvy

– Contos de fada são mais antigos do que se sabia: http://goo.gl/Kvg0LX

– Uma teoria original (e americana) sobre a desigualdade brasileira: http://goo.gl/U5iOGK

Fim de semana

Um romance – O homem que amava os cachorros, Leonardo Padura (Boitempo, 589 págs.).

Uma série – Horace and Pete, Louis CK.

Um filme – Cemitério do esplendor, Apichatpong Weerasethakul.

Um filme simpático – Ave, César, irmãos Coen.

Um disco – The wilderness, Explosions in the Sky.

Fim de semana

Um filme – Love & Mercy, Bill Pohlad.

Um documentário de 2011 – Page one: inside the New York Times, Andrew Rossi.

Uma reportagem – Vida, morte e pós-morte de um anônimo em NY (aqui).

Uma palestra – Gilberto Vasconcellos sobre Câmara Cascudo (aqui).

Um disco – Fading Frontier, Deerhunter.

Fim de semana

Uma reportagem – Consuelo Dieguez sobre o BNDES na Piauí.

Um relato – Oliver Sacks sobre os últimos anos de Spalding Gray, idem.

Um documentário médio – Life itself, Steve James.

Outro – Keith Richards: under the influence, Morgan Neville.

Um livro – O oitavo selo, Heloisa Seixas (Cosac Naify, 192 págs.).

Feriado

Um documentário – Amy, Asif Kapadia.

Outro –Who Is Harry Nilsson (And Why Is Everybody Talkin’ About Him)?, John Scheinfeld.

Um filme estranho – Jauja, Lisandro Alonso.

Um romance brasileiro – O ano em que vivi de literatura, Paulo Scott (Foz, 251 págs.).

Outro – Enquanto Deus não está olhando, Débora Ferraz (Record, 366 págs.).

Fim de semana

Uma coletânea de poesia – O Livro das semelhanças, Ana Martins Marques (Companhia das Letras, 108 págs.).

Um romance – Pssica, Edyr Augusto (Boitempo, 94 págs.).

Um filme – A pele de vênus, Roman Polanski.

Um filme médio – Love, Gaspar Noé.

Um disco – B’lieve I’m goin down…, Kurt Vile.

O oráculo divergente

No dia 19 de maio de 1990, a banda de rock Legião Urbana subiu ao palco do Gigantinho, em Porto Alegre, para um dos shows da turnê do LP As Quatro Estações, lançado no fim do ano anterior. Há um vídeo dessa apresentação no YouTube (https://goo.gl/xyUEzw), no qual os enquadramentos são um tanto estáticos para os padrões atuais desse tipo de transmissão. A imagem é ruim, o som é achatado, há cortes e um ligeiro delay em alguns trechos. Renato Russo, o vocalista, letrista e líder do grupo, usa um bigode e uma camisa de estampa abotoada no colarinho que poderiam ser transportados para uma caricatura hipster de 2015.

A precariedade e o anacronismo do que aparece na tela nos direcionam para uma apreciação irônica, condescendente. E, no entanto, minha memória daquela noite tem outro registro. Eu acabara de completar 17 anos e estava terminando o colégio. O ingresso que havia comprado era falso e, ao ser barrado na roleta, fui encaminhado para uma sala no Estádio Beira-Rio, do Internacional, que fica ao lado do Gigantinho. A produção manteve ali cerca de trinta vítimas do golpe, com a promessa de permitir nossa entrada caso não houvesse risco de segurança num ginásio já superlotado – o que acabou ocorrendo durante a terceira música do show.

Dois amigos estavam junto comigo. Começamos a beber cerveja no percurso de ida e continuamos ao longo da noite. Também cheiramos um pano embebido numa solução de éter. Fazia frio em Porto Alegre, e foi a última das três vezes em que vi Renato Russo se apresentar. Nas décadas seguintes, a frequência com que eu ouvia suas músicas foi diminuindo até quase desaparecer. O legado de sua obra teria sobrevivido apenas em um conjunto disforme de lembranças, ganhando os sentidos que a manipulação afetiva impõe a elas, se fatores culturais e tecnológicos não estimulassem a revisita a esse passado – e, como efeito, uma mudança na forma como vejo minha própria experiência.

Trecho inicial de texto publicado na revista Piauí, setembro de 2015. Íntegra para assinantes aqui.

Feriado

Um vídeo – Nelson Rodrigues sendo Nelson Rodrigues (aqui).

Um disco de 2004 – Le Fil, Camille.

Um disco de 2014 – Granada, Sílvia Pérez Cruz.

Um romance – Tirza, Arnon Grunberg (Rádio Londres, 460 págs.).

Uma série apesar de etc. etc. – Narcos.

Fim de semana

Uma entrevista de 1996 – Caetano Veloso no Roda Viva (https://goo.gl/PJQm11)

Um filme de 1981 – Meu jantar com André, Louis Malle.

Duas palestras – Esper Cavalheiro e José Miguel Wisnik sobre música e ciência (https://goo.gl/N8FDAx)

Um vídeo – Cor e narrativa no cinema (http://goo.gl/RLQl5n)

Uma exposição de fotos – Coletivo Rolê, Mirante 9.

Fim de semana

Uma exposição – Artistas britânicos, Pinacoteca.

Um disco – Abyss, Chelsea Wolfe.

Outro – É, Duda Brack.

Um texto – Margaret Atwood e o fim do mundo (aqui).

Outro – Camila Von Holdefer sobre literatura e empatia (aqui).

Fim de semana

Um romance – A amiga genial, Elena Ferrante (Biblioteca Azul, 331 págs.).

Uma reportagem – Dias de luta, Ricardo Alexandre (Arquipélago, 439 págs.).

Outra – Daniela Pinheiro sobre Roger Abdelmassih na Piauí.

Um documentário médio –  Winnebago man, Ben Steinbauer.

Outro – Dear Mr. Watterson, Joel Allen Schroeder.

Fim de semana

Um documentário sobre música – What Happened, Miss Simone?,  Liz Garbus.

Um livro sobre música – Memórias de um legionário, Dado Villa-Lobos (Mauadx, 256 págs.).

Um ensaio – Tage Rai sobre violência e moral (aqui)

Um obituário – Alejandro Chacoff sobre James Salter na Piauí.

Uma exposição em Brasília – León Ferrari, CCBB.

Fim de semana

Um documentário sobre música – Anvil, Sacha Gervasi.

Outro – Lemmy, Greg Olliver e Wes Orshoski.

Um disco de 1970 – Barret, Syd Barret.

Um romance de 2000 relançado – A coisa não-Deus, Alexandre Soares Silva (Record, 208 págs.).

Um artigo – A crise dos museus, por Hal Foster (aqui, para assinantes).

Ciúme, telecatch, estelionato, jabá

Trechos de Pavões misteriosos, de André Barcinski (Três estrelas, 239 págs.), livro sobre a música pop brasileira no período 1974-1983.

Créditos (1) – “Na semana de lançamento do LP internacional de Água viva [em 1980], um disco parecido chegou às lojas. Não era da Som Livre, mas da Continental. Água viva – temas internacionais da novela (…) tinha um repertório idêntico ao do LP da Som Livre (…). Escondida no canto da capa, em fonte pequena, constava esta palavra: Covers (…). Hélio Costa Manso [diretor da Som Livre] (…) não teve dúvidas: aquilo só podia ser obra dos Carbonos (…). Muita gente chegava na loja e pedia o ‘disco da novela’ e saía de lá, feliz da vida, com a versão cover (…). Trinta e três anos depois do episódio (…) Beto Carezzato, baixista dos Carbonos, bate os olhos na capa (…) e diz: ‘É, acho que participamos desse estelionato!’.”

Créditos (2) – No fim dos anos 1970, auge do mercado de versões no Brasil, a indústria do disco virou um ringue de telecatch, onde vencia quem era mais esperto. E ninguém era mais esperto do que Carlos Imperial. Alguns anos antes, ele descobrira o lucrativo e inesperado filão das músicas de domínio público e passou a registrar várias em seu nome. Na biografia Dez! Nota dez: eu sou Carlos Imperial, o autor, Denilson Monteiro, conta que até a mãe de Imperial se indignou quando ele registrou Meu limão, meu limoeiro: ‘Carlos Eduardo, como você tem coragem de dizer que essa música é tua? Meu filho, eu cansei de te embalar cantando ela quando você era recém-nascido!’. Imperial respondia: ‘Comigo é assim: mulher e música, se não tiver dono, eu vou lá e apanho.’”

Critérios – “O jabá, ou jabaculê, era visto como uma coisa normal (…). Porém, de vez em quando, o olho grande de alguém provocava atritos. Quando André Midani soube quanto Chacrinha estava exigindo para apresentar Baby Consuelo e Pepeu Gomes em seu programa, resolveu ir à imprensa e protestar. (…). ‘Eu disse para André: pelo amor de Deus, não faça isso, vai acabar com a gente’, lembra [Marco] Mazzola, que trabalhava com Midani na Warner. ‘Dito e feito: quando cheguei à empresa, na segunda feira, o departamento de divulgação inteiro estava me esperando (…). As rádios cortaram todas as nossas músicas da programação. A gravadora levou uns quatro ou cinco anos para se levantar.’ (…) O filho de Chacrinha, Leleco Barbosa, disse à Folha de S.Paulo, em 2003, que o que havia não era ‘jabá’ (…): ‘A gravadora queria botar no programa o artista tal. Se papai gostasse, botava. Mas, como produzia shows com artistas, chacretes e calouros, a ‘caravana’, fazia uma troca (…). Era uma coisa mais que justa. Se o cara queria se lançar no programa, ia ao show em contrapartida.’”

Casting – “O carioca Sidney Magalhães era apenas mais um cantor de bares e restaurantes do Rio de Janeiro. Foi em uma churrascaria da Barra da Tijuca que o produtor musical Roberto Livi o viu pela primeira vez (…). Livi, um cantor argentino que gravara sucessos no Brasil na época da Jovem Guarda (…), tinha planos de criar um clone brasileiro de um grande astro pop do seu país, o cigano Sandro (…) O cantor (…) passou a se apresentar com a camisa aberta no peito, mangas bufantes, colares e uma vasta cabeleira cacheada (…). Livi decidia tudo: repertório, figurinos e até o que Magal deveria dizer em entrevistas (…). Quando o Fantástico produziu um clipe da música [Sandra Rosa Madalena], apresentou Magal como ‘descendente de ciganos’.”

Casting (2) – “Além de Simony, a CBS contratou [para integrar o Balão Mágico] um menino chamado Vimerson Benedito, de dez anos (…). Como Vimerson não era o nome mais apropriado para um pop star, a gravadora rapidamente arranjou-lhe um outro: Tob. O grupo se completou com Mike, de seis anos, filho do inglês Ronald Biggs, o famoso assaltante do trem pagador (…). Em abril de 1981, [Biggs] foi sequestrado por um grupo de mercenários britânicos que queria leva-lo de volta à Inglaterra e exigir uma recompensa do governo do país. Mike apareceu na TV fazendo um apelo emocionado pela libertação do pai. Os executivos da CBS ficaram impressionados com o carisma do menino e o contrataram.”

Apoio – “Desde Secos & molhados, nenhum disco de estreia no Brasil fizera tanto sucesso quanto Voo de coração [de Ritchie]. Quando foi gravar o segundo disco, E a vida continua, o cantor sentiu certa má vontade por parte da CBS (…). Não entendia como havia passado, em tão pouco tempo, de prioridade a estorvo. Até que leu uma entrevista de Tim Maia à revista Isto É, em que o ‘Síndico’ afirmava que Roberto Carlos, o maior nome da gravadora, havia ‘puxado o tapete’ de Ritchie (…). Claudio Condé, da CBS, nega: ‘Isto é viagem. O Roberto nunca teve esse tipo de ciúme.’ (…) Anos depois, quando fazia um show em Angra dos Reis, o cantor foi procurado por um homem, que se apresentou como radialista e lhe disse: ‘Há anos quero te contar isto. Quando você lançou A mulher invisível, aconteceu algo que eu nunca tinha presenciado em mais de trinta anos de carreira no rádio: eu ganhei um jabá da sua própria gravadora para não tocar a sua música!’.”

Fim de semana

Um livro – Pavões misteriosos, André Barcinski (Três estrelas, 239 págs.).

Um documentário – Kurt Cobain: montage of heck, Brett Morgen.

Um disco – The magic whip, Blur.

Um texto – Bernardo Carvalho e a poesia sob o jihadismo (aqui).

Outro – Elias Thomé Saliba e o humor sob o stalinismo (aqui).

Fim de semana

Um filme – Mad Max 4, George Miller.

Um personagem do filme – o guitarrista.

Um artigo – Adam Gopnik sobre remuneração no mercado de arte (aqui).

Outro – Eliane Brum e o debate sobre blackface no teatro (aqui).

Um disco – Estratosférica, Gal Costa.

Um clássico das coisas

Num “Roda Viva” recente, Amyr Klink parecia tão entusiasmado ao falar de viagens quanto ao falar sobre design. Faz sentido. A aventura de enfrentar tempestades em alto mar ou conversar com os pinguins na Antártica começa na escolha dos materiais do barco, no projeto que determinará uma jornada estilo Arca de Noé ou Titanic.

É mais comum achar que vivemos cercados de ideias erradas do que de objetos errados. E talvez a verdade seja o oposto, ao menos do ponto de vista mesquinho do dia-a-dia. Dá para evitar discutir a reforma fiscal no buffet por quilo, mas não nos livramos de sentar em cadeiras desconfortáveis, de lidar com embalagens que exigem um plano de engenharia para serem abertas.

Texto publicado na Folha de S.Paulo, 22/05/2015. Íntegra aqui.

Fim de semana

Um disco de 2014 – Burn your fire for no witness, Angel Olsen.

Um ensaio de 2014 – Lorenzo Mammi sobre a música e o vinil, na Piauí (aqui).

Uma reportagem de 1983 – Tom Wolfe sobre a criação do Vale do Silício, na Esquire (aqui).

Uma série de fotos de 1880 a 1970 –  Porto Alegre (aqui).

Um filme – Take shelter, Jeff Nichols.

Fim de semana

Uma exposição – Anselm Kiefer, White Cube.

Um filme – O abutre, Dan Gilroy.

Um filme ok – The humbling, Barry Levinson.

Um disco extremo – Bestial burden, Pharmakon.

Um livro – Sobre a escrita, Stephen King (Suma das Letras, 256 págs.).