Críticas dos meus livros

(só trechos positivos, claro):

“Um narrador original e brilhante, cujos relatos se alinham no que costumamos chamar de ‘romances de formação’.” José Castello, Valor Econômico

Sobre Diário da queda (exterior):

“Desde já um clássico.” Karl Ove Knausgaard, Financial Times (Inglaterra)

“Excelente.” Tabish Kair, The Independent (Inglaterra)

“Um livro que todos deveriam ler (…), sobre quem somos, as escolhas que fazemos (…) e como isso afeta as gerações.” Adam Freudenheim, BBC (Inglaterra)

“A qualidade notável do livro está em sua construção, que circula implacavelmente em torno de revelações crescentes (…). Um trabalho de imenso e encantador poder.” Neel Mukherjee, Literary Review (Inglaterra)

“Romance bem-sucedido em falar do horror dos horrores (…) por conta de sua compaixão, inteligência” Grace McCleen, Independent on Sunday (Inglaterra)

“Brutal, ainda que delicado, o romance de Laub pergunta o que significa ser judeu no Século 21.” Justin Alvarez, Paris Review (Inglaterra)

“Nuançado e poderoso.” Ángel Gurría-Quintana, Financial Times (Inglaterra)

“Um estudo comovente sobre vulnerabilidade.” Eileen Battersby, Irish Times (Irlanda)

“Já tenho meu candidato a melhor livro de 2014.” Nick Barley, The Herald (Escócia)

“Sua prosa sofisticada se debruça sobre culpa e responsabilidade, pequenos e grandes crimes, e sobre a possibilidade de ser perdoado por eles.” Iam Thomson, New Statesman (Inglaterra)

“Uma original e provocante investigação sobre o modo como a história lança suas ondas sobre as gerações.” Lucy Chatburn, Bookmunch (Inglaterra)

“Um romance poderoso.” Katie Archer, Nothern Echo (Inglaterra)

“Granada literária.” Jeffrey Zuckerman, Brooklyn Rail (EUA)

“Primorosamente trabalhado, (o livro) investiga (…) a questão da memória e o legado de dor ao longo de gerações” Boston Globe (EUA)

“Uma reflexão sensível sobre perdão e esquecimento.” Sarah Meyer, Oprah Magazine (EUA)

“Laub consegue criar uma impressionante história de gerações.” Focus (Alemanha)

“À força do narrador, para suportar e manter os valores do autor, e a tudo narrar, é preciso consagrar um profundo respeito. Eles também cruzaram um inferno – puderam porém, falar dele.” Carsten Hueck, Deutschland Radio (Alemanha)

“Um livro extraordinário (e extraordinariamente original) sobre Auschwitz e seu eco em distintas gerações de imigrantes.” Ricardo Menéndez Salmón, Faro de Vigo, La Nueva España, La Opinion de Tenerife (Espanha)

“Algumas passagens são subversivas em sua calma radicalidade. Um livro de grande força” Catherine Simon, Le Monde (França)

“Uma reflexão abrupta e vertiginosa sobre o mal e a responsabilidade.” Phillipe Elisabeth, Les Inrockuptibles (França)

“O texto é de uma densidade terrível, sem nenhuma complacência (…). A repetição hipnótica de palavras e frases é (…) muito eficaz (..) e dá ossatura à identidade que se reconstrói” Anne Bert, Salon Littéraire (França)

“De uma violência incrível, uma violência surda, uma ironia devastadora” Christine Marcandier, Mediapart (França)

“Um excelente e fortíssimo romance sobre identidade e memória.” Isabel Coutinho, Público (Portugal).

“Ao quinto romance, Michel Laub (…) ascendeu à primeira linha da ficção brasileira contemporânea (…). A segurança estilística e a maturidade narrativa reveladas neste Diário da Queda são como o algodão: não enganam.” José Mario Silva, Expresso (Portugal)

“Sem dúvida uma pequena obra-prima.” Livraria Roterdã (Holanda)

‘Espantoso.’ Parool (Holanda)

“Uma busca sincera, em tom confessional e prenhe de significado onde a auto-ironia transparece em cada palavra.” Guus Bauer, Literatuurplein (Holanda)

“Livro tão corajoso como perturbador […]. O fim redentor não é um remate sentimentalista, mas um grito pungente que fica ressoando dentro de nós.” NRC (Holanda)

Sobre Diário da queda (Brasil):

“Uma pequena joia ficcional que, ao tratar sem temor ou reverência a pesada herança da literatura pós-Holocausto, adiciona uma dimensão histórica universal à costumeira obsessão do autor com o passado e esmiúça de forma emocionante a lógica da vitimização e sua capacidade de perpetuar iniquidades (…). Difícil imaginar começo de ano melhor para a literatura brasileira.” Sérgio Rodrigues, Todo Prosa (Veja online)

“É ousada a construção da trama, que (…) mostra como o excluído pode assumir o papel do opressor. Laub enfrenta esse material com maturidade, revelando-se autor cuja obra de fato propicia novas indagações acerca da natureza humana.” Stephania Chiarelli, O Globo

“O modo como o autor encadeia a experiência (…), sem autocomplacência ou simplismo, dá à narrativa um tom autocrítico e devastador” Reynaldo Damazio, Folha de S.Paulo (Guia de livros)

“Um novo patamar em sua própria obra, desde o início marcada pela maturidade no estilo e pela mão segura do narrador.” Paulo Werneck, Folha de S.Paulo

“O que faz de uma pessoa aquilo que ela de fato é? A questão não é revelada de maneira tão pragmática, mas está nas entrelinhas das ações do protagonista do novo romance do escritor gaúcho Michel Laub, que mais uma vez se volta ao tema da memória e nos entrega agora o seu mais denso e refinado trabalho.” Talles Colatino, Folha de Pernambuco

“Ciente de que escreve sobre um dos temas mais estudados do mundo contemporâneo, Laub reflete na insistência de seus personagens em comunicar o indizível pela palavra escrita o esforço de abordar o maior horror do Século 20. E em vários momentos do livro consegue apresentar um ponto de vista original sobre o tema.” Carlos André Moreira, Zero hora.

“Esses elementos cruéis e terríveis vão aparecendo aos poucos, nas voltas em espiral que o relato vai perfazendo, o que permite que a eles se agreguem várias questões éticas, morais e existenciais (…) e permitindo a esse drama de culpa e rancor atingir uma ressonância muito mais poderosa do que uma mera história familiar.” Alfredo Monte, Monte de Leituras

“O livro transcende a indulgência complacente para com os sentimentos de culpa e pena (um mérito ainda mais notável quando um dos temas é o Holocausto)  para tratar do que realmente importa: o que fazer com eles?” Joel Pinheiro da Fonseca, Dicta & Contradicta

“Irresistível.” Cristovão Tezza, Gazeta do Povo

“Estou no meio do livro, e amando — com a sensação de uma ‘afinidade eletiva’ com Laub, que não conheço, mas que me parece ser meu amigo desde sempre.” Contardo Calligaris, Blog da Companhia

“A sensibilidade e delicadeza no trato de temas complexos e cotidianos, a riqueza nas descrições sensoriais, nas digressões, atribuem ao texto uma dimensão rica (…). [O livro] trata da lembrança e do esquecimento, de diferentes níveis de queda, mas desmascara as diferenças rígidas entre bons e maus, nós e eles.” Berta Waldman, Suplemento Literário de Minas Gerais

Sobre A maçã envenenada:

“Michel Laub discute com rigor algumas questões caras ao nosso tempo e desenvolve mais uma obra de excelência.” Eduardo Coelho, Revista Ler (Portugal)

“Há muitas questões postas sem intenção ou direito de resposta: elas estão lá para aumentar o impacto de um livro excepcional.” Camila Von Holdefer, Livros Abertos

“Fica aquela sensação que devem ter os atropelados que não ficam com lesões expostas, mas alguma coisa dói e incomoda dentro de ti, como que para avisar que em algum lugar lá dentro havia um órgão que não havíamos reparado antes. Ele fica, como em todos ‘aqueles’ livros, se movimentando entre o estômago, o sexo, o coração e a cabeça.” Fran Settin, Capitu With Lasers

“Esse narrador criado por Laub é sempre – e felizmente para a literatura – impiedoso (…). Nos momentos em que (…) começa a se perguntar coisas como (…) ‘O que é gostar de alguém?’ (…), o romance como um todo ganha uma gravidade tremenda.” Noemi Jaffe, Valor Econômico

“Egoísmo ou doença? Coragem ou instinto? (…) Num equilíbrio habilidoso entre memória, ensaio e ficção, Laub mostra que as respostas podem ser muitas ou nenhuma, assim como as consequências das nossas escolhas.” Daniel Benevides, Brasileiros

“Somos frágeis, temos pouco tempo para o que precisamos aprender, nunca sabemos o que precisaríamos saber e, assim mesmo, precisamos dar conta da vida. A maçã envenenada deixa isso tão claro que dói de um jeito límpido” Marcelo Carneiro da Cunha, Terra Magazine

“Me impressionou muito a forma crua e sem pudores com que o narrador trata sua história (…). Esta sinceridade é que torna tudo ainda mais dilacerante. As últimas páginas do livro são de uma melancolia tremenda. E também de uma beleza… esquisita.” Juliana Leuenroth, Espanador

“A força desta obra se faz na linguagem brutal e comedida em que se narra a tragédia ordinária.” Felicio Dias, É Tudo Ficção

“É essa proximidade com o biográfico que torna textos (…) tão íntimos, e que os expandem muito além da autobiografia (…). A Maçã Envenenada é uma bela amostra da estrutura literária de Laub.” Santiago Nazarian, Jardim Bizarro

“Esta metáfora – do aniquilamento –, questão cara à poética do ‘Nirvana’ e que Kurt Cobain levaria às ultimas consequências, drenando poética e existência, é também central nessa narrativa fragmentada, ágil, envenenada.” Renato Tardivo, Amálgama

“Uma história acima de tudo humana, o início de uma biografia cujos capítulos juvenis morarão na saudade quando um adulto olhar para trás e se perguntar o que poderia ter acontecido se tivesse feito outras escolhas.” Zema Ribeiro, Imparcial

“A narrativa nos envolve aos poucos (…) Mostra uma fatia dessa geração que mostrava uma raiva cheia de veneno, mas que guardava intimamente uma doce fragilidade.” Cassionei Petry, Gazeta do Sul

“Um livro para devorar em um dia, sem medo ou culpa, já que será difícil você conseguir parar de ler um só minuto.”  Paloma Viricio, Jornalismo na Alma

“A prosa direta e econômica de Laub atinge aqui um grau de maturidade raro, especialmente na seara do que se convencionou chamar “cultura pop” (…). Altamente recomendado a quem viveu a cultura rock no país nos anos 1990 – ou a quem quer entender mais a respeito – e procura posicionar essa vivência em contextos históricos mais amplos. O que, no fundo, é um dos sentidos mais nobres do termo ‘amadurecer’.” + Soma

“Habilmente construído e de leitura viciante, o romance finaliza em cena arrebatadora.” Ronaldo Bressane, Impostor

“A melhor coisa que o Laub já escreveu.” Antônio Xerxenesky, Espanador

A Maçã Envenenada ganha força nas páginas finais (…). E a partir daí reverbera. Se não para se equiparar com o romance que o precede, ao menos para adquirir a estatura que o faz valer a pena. E indicar que também vale esperar pelo final da trilogia.” Maria Carolina Maia, Veja On Line

Sobre O gato diz adeus:

“São poucas páginas, mas dotadas de enorme densidade. Traduzem em palavras dolorosamente precisas pedaços de existências dilaceradas.” Flávia Cesarino Costa, Valor Econômico

“O efeito é vertiginoso, o que imprime um ritmo acelerado a essa história de teor policial que recusa modelos consagrados do gênero, tornando-se uma narrativa de tempos cambiantes e identidades instáveis.” Bruno Zeni, Folha de S. Paulo (Guia de Livros)

“Como é comum entre os bons escritores, os riscos assumidos por Laub (…) podem não ser pequenos, mas são calculados. Em O gato diz adeus, ele corre o risco singelo de despedaçar o leitor. Muitos não se interessarão por essa história repleta de desencontros, mas ninguém dirá que não se trata de excelente literatura.” André de Leones, Jornal do Brasil

“Um acurado e sintético (e inversamente vigoroso em níveis de leituras) tratado sobre o consumo e a produção das neuroses e humilhações em tempos de amores líquidos (…). Leitura rápida e lancinante.” Arthur Dantas, + Soma.

“Com suas armadilhas estrategicamente colocadas, [o livro]consegue surpreender o leitor e fazê-lo ter necessidade de reler.” Carlos André Moreira, Zero Hora

“Construído como um quebra-cabeça que se encaixa no fim – com peças faltando de propósito –, o livro seduz pelo ritmo vertiginoso, pelo tema – o da paixão que não pode ser vivida – e pela forma como o apresenta, muito distante do romantismo típico e de qualquer outro tipo de idealização.” Irinêo Netto, Gazeta do Povo

“Ótima novela de Laub, que trata da estranha maneira dos casais de conciliar raiva e ternura, mas também de como a ficção funciona como instrumento de redenção, um tema antigo, que ainda rende bons frutos.” – Jonas Lopes, Gymnopedies

“Laub trabalhou bem com essa multiplicidade de vozes. O uso da oralidade na escrita, o que deixou o texto mais simples do que os outros do gaúcho, foi um risco, mas funcionou. Aliás, foi o que deixou a trama – um simples caso de triângulo amoroso, tão comum na literatura – mais envolvente, mais forte.” Andrea Ribeiro, Rascunho

“Michel mostra mais uma vez porque é o melhor escritor brasileiro da novíssima geração, e o livro, por sorte, é prova de que ele não perde tempo especulando sobre por que fazer, (…) simplesmente vai lá e faz.” Marcelo Carneiro da Cunha, Terra magazine

Sobre O segundo tempo:

“Laub consegue acrescentar uma novela relevante à minguada bibliografia literária que não dá as costas ao futebol como um elemento indissociável da cultura brasileira (…)” Paulo Bentancur, EntreLivros

“Distanciando-se de metáforas futebolísticas fáceis, que viraram lugar-comum em nossa cultura, Michel Laub entra para um pequeno grupo de artistas (e intelectuais, deve-se acrescentar, já que o mesmo fato também ocorre na academia) que conseguiu lidar de modo satisfatório e original com o esporte tão central na existência de milhões de brasileiros”. Adriano Schwartz, Folha de S. Paulo

“Laub vem se destacando na literatura brasileira pela forma com que revira eventos aparentemente banais – uma partida de futebol, uma separação, o amor fraternal –, deitando-lhes novos e mais adensados sentidos. O segundo tempo é outro passo nesse excelente caminho.” Marcelo Pen, Bravo

“O forte da novela não é o entrecho, mas a descrição que Laub faz do tênue dilema do adolescente, que pode levá-lo para a revolta ou para o estoicismo e ambas as reações seriam compreensíveis. É na arquibancada, diante da derrota de seu time, que ele toma sua decisão, ciente de que ela lhe custaria a própria capacidade de entrega, de pleno envolvimento. A civilização é, muitas vezes, assumir ‘a mentira de que você quer estar ali e era isso que faria se pudesse escolher’, como diz o narrador. Como em Milton Hatoum, há em Michel Laub sempre o recurso de um toque sutil nos instantes mais dramáticos.” Daniel Piza, O Estado de São Paulo

“Ótimo romance (…), de estilo requintado, de construção criteriosa, vê-se que ele se debruçou com cuidado sobre cada parágrafo, cada frase (…). Laub sustenta um clima de suave tensão que mantém o leitor em permanente expectativa. O desenvolvimento dos personagens se dá sem pressa, num encadeamento verossímil. E o futebol é usado com mestria como fio condutor da história.” David Coimbra, Zero Hora

“O personagem é o clássico como paisagem para as grandes viradas da vida, as redefinições dos laços de família, aqueles momentos que vamos sempre associar a um jogo, porque nosso calendário afetivo, nossas bolas, dentro, nossas bolas fora, corre junto com as tabelas dos campeonatos, como os rios correm aos olhos de infâncias e angústias”. Xico Sá, Folha de S.Paulo

“Um dos bons livros brasileiros do ano (…), tem uma frase inicial ainda melhor. Digna de antologia ou manual para escritores, ela consegue condensar em pouquíssimas palavras, com a falsa simplicidade que a ocasião exige, uma apresentação clássica de tom, tema e marcos temporais (de passado e presente) entre os quais se estenderá a corda da narrativa.” Sérgio Rodrigues, Todo Prosa (Veja Online)

“Gosto muito do estilo fluente, fácil, bonito do Michel. Sua opção por personagens adolescentes em situações dramáticas dá aos seus livros um clima leve ao tratar momentos decisivos na vida de seus personagens. Seus livros são de uma elegância, de uma naturalidade encantadoras, e seu texto é, dos escritores brasileiros contemporâneos que conheço – poucos, é verdade –, o que mais tenho prazer em ler.” Eduardo Carvalho

“Uma das raríssimas obras em que o futebol aparece como fator determinante da construção do caráter da personagem principal (…). A narrativa fluída e delicada, que alterna sentimentos e angústias do personagem, não segue uma linearidade, como as lembranças costumam ser construídas nas pessoas. O livro arma o cenário e põe ali a tragédia – como Nelson Rodrigues queria tanto ver o futebol.” Pedro Kalil, Vírgula (UOL)

O segundo tempo, a despeito de uma estética contemporânea ancorada na fragmentação desbragada, na escatologia, na superficialidade militante e autocrítica, enfim, na estética do novo que se diz novo, comete o displante de simplesmente contar uma história trivial, uma história (o que é mais grave) composta de personagens descaradamente ‘humanas’, livres de estereótipos e alegorias.” Igor Ximennes Graciano, Estudos de literatura brasileira contemporânea (UNB)

Sobre Longe da água:

“Uma preciosa joia de engenharia ficcional”. Miguel Kollef, Espacios Y discursividades (Universidade de Córdoba)

“Há muitas histórias estruturadas em torno de um triângulo amoroso; há também vários relatos literários que dão conta da formação de um indivíduo; mas são poucos os que encadeiam ambas as coisas, dando ao mesmo tempo um mergulho nesse perigoso e atraente abismo dos amores divididos a duras penas entre três pessoas e a memória dos anos de amadurecimento de um sujeito, digamos, entre os 15 e os 30. Disse poucos? Talvez apenas um, esta novela que Michel Laub escreve com tanta delicadeza e tanta firmeza.” Luis Augusto Fischer, na edição argentina do livro.

Como um indivíduo é afetado de forma diferente por uma experiência comum a todos? Como um drama privado tornado público pode conservar, ainda, uma verdade íntima? São muitas as perguntas do perturbador Longe da água. Laub, generosamente, busca uma resposta para elas”. Antonio Gonçalves Filho, O Estado de São Paulo

“Uma história de amor trágico, que sensibiliza ainda mais o leitor pelo contraste da morte com a atmosfera solar, povoada por afetos e conflitos adolescentes (…). Não se deixando conduzir por adornos, mesmo numa obra que pulsa sob o signo da água e do mar, Laub fez de seu livro uma exata construção dramática.” Sérgio Sant’Anna, Bravo

Longe da Água explora a tragédia numa dimensão essencialmente humana. Apesar do cenário de sol, praia, pranchas de surfe e da adolescência retratada em boa parte da história, o drama tem o caráter universal que o faz transcender à sua época e ao seu protagonista.” Luiz Paulo Faccioli, Rascunho

“Uma história de amor ao mesmo tempo simples e carregada de interpretações (…). Uma narrativa cheia de frescor. Como água”. Carlos André Moreira, Zero Hora

“Um belíssimo texto, escrito com parcimônia, quase à conta-gotas. Um grande depoimento sobre a natureza humana”. Luiz Antonio de Assis Brasil, Gazeta do Sul

“Embora concentre-se em tão (aparentemente) frágil argumento, Laub demosntra tamanho domínio da tessitura literária que, além de revesti-la de uma delicadeza que exprime o estado interior do narrador, consegue espelhar a abissal culpa que carregará a partir daquela temporada de verão na praia.” Marcelo Moutinho, Jornal do Brasil

“Michel Laub descreve, habilmente, os anos de formação do narrador-personagem: suas inseguranças; seus talentos; suas desgraças; e seus triunfos (…). O romancista pode e deve conquistar um lugar na estante de preferências do leitor mais sofisticado.” Julio Daio Borges, Digestivo Cultural

“Só posso dizer que fiquei encantado. O autor (…) escreve com uma discrição que é rara, uma discrição de quem aposta na visibilidade da história e nada mais, com a leveza de quem não carrega malas e vaidade para dentro da ficção. Conta a vida, sem se prender a distúrbios do narcisismo. Uma discrição que é maioridade, maturidade, equilíbrio sonoro.” Fabrício Carpinejar

Sobre Música anterior:

“Impossível não sair perturbado da leitura, com a sensação voltada quase de modo paranóico para os acordes dessa ‘música anterior’ que parece definir a coreografia que executamos diariamente, com uma convicção espantosa.” Reynaldo Damazio, Cult

“Surpreendente este livro, enraizado na narrativa tradicional de qualidade (…), mas que a reinventa por meio de uma curiosa flutuação do texto.” Vilma Arêas, Folha de S.Paulo (Jornal de Resenhas)

“Trata-se de uma daquelas histórias que pedem para ser lidas de uma vez só, prendendo o leitor desde as primeiras frases.” Flávio Carneiro, Jornal do Brasil

“Um escritor absolutamente impecável (…). Ao fim e ao cabo, talvez seja exatamente esse desvelo extremo com cada frase construída, com cada sonoridade, com cada descrição cuidadosamente contida, não apenas o maior mérito do romance, mas a grande surpresa com que o leitor irá se defrontar. Espantoso relato de uma história comum.” Beatriz Resende, no (nominimo)

“Como se sabe, as lembranças que temos são tão importantes quanto as imagens apagadas da memória, as coisas ditas podem ser tão ou mais importantes que as não ditas. É nesse território que Laub coloca o juiz, numa reflexão envolvente e, em algumas passagens, comovente.” Mauricio Stycer, Época

“Uma novela que dispensa as facilidades da estreia (…). A criatividade de alguns recursos e a habilidade em tecer histórias e personagens garantem o poder de sugestão do livro, à altura de seu tema e de sua época.” Daniel Piza, Bravo

“Em pouco mais de 100 páginas, o autor envolve seus leitores numa teia impossível de ser desfeita. Iniciada a leitura, não dá mais para abandoná-la, aprisionados que ficamos nos labirintos da linguagem.” Alécio Cunha, Hoje em dia.

“Novela delicada, bem escrita, com ótimo ritmo” Luis Augusto Fischer, Folha de S.Paulo (Folhateen)

“Um livro bonito e triste ao mesmo tempo (…). Até mesmo da situação mais banal (…) Laub extrai um vigoroso argumento literário”. Tailor Diniz, Aplauso

“Uma pequena proeza (…). O belo reside, quase discretamente, na poética trama, na prosa convidativa, deslizante (…). Literatura não é olhar indireto, oblíquo, suspenso de leveza? Reside aí a arte de Laub, um estilo que parece tocar as coisas sem deixar marcas, sem oprimir ou desfigurar o que está escrevendo” Jéferson Assumção, Vox