Faulkner e Kendall Roy

por Michel Laub

Cada época tem seus clichês de estimação. Na nossa, um dos mais fortes é o elogio aos chamados personagens complexos. Para se opor ao maniqueísmo da Hollywood clássica ou das novelas brasileiras, por exemplo, tornou-se imperioso defender um modelo de caractere ficcional com defeitos e virtudes conflitantes, que cumpre arcos narrativos longos onde um gesto pode contradizer o outro à vontade, tudo para que ao final não caiamos na armadilha – o tabu que acompanha o clichê – de considerá-lo apenas “bom”, “mau” ou qualquer definição peremptória.

Início de texto sobre William Faulkner e a série Succession, publicado no Valor Econômico em 7-1-2022. Íntegra para assinantes aqui.