Esquisitos no metrô

por Michel Laub

É difícil resumir a sequência vertiginosa de fragmentos que compõem este livro. Há contos completos, como o sobre o homem que se perde da esposa e da filha numa ilha croata. Há pequenos ensaios, fábulas, verbetes históricos sobre trens, hotéis, países. E há uma infinidade de trechos que valem por si, frases ou parágrafos que iluminam todo um universo com sua agudez de observação e humor: o clique de uma máquina fotográfica soa como “um amém falado numa nova língua digital”; um mapa tem a forma de “uma enorme mão materna (…) que mergulha na água conferindo se a temperatura está adequada para o banho.”

Trecho de texto sobre os livros Correntes, de Olga Tokarczuk, e Qualquer Lugar Menos Agora, de João Paulo Cuenca, publicado no Valor Econômico. Íntegra aqui.