Telhados, névoa marrom, um sorriso

Manhã à Janela, de T.S.Eliot, em Prufrock e Outras Observações, que está na edição Poemas (Companhia das Letras, 438 págs, tradução de Caetano W.Galindo):

Eles batem pires nas cozinhas fundas,

Junto às bordas calcadas da rua

Percebo as almas úmidas das empregadas

Que brotam amuadas dos portões.

 

As vagas da névoa marrom me arremessam

Rostos contorcidos do fundo da rua

E arrancam da passante de saia enlameada

Um sorriso sem destino que flutua pelo ar

E some junto à linha dos telhados.

Anúncios