Bem-vindos à fogueira

por Michel Laub

Há vários roteiros previsíveis no atual debate público. Um deles ocorre quando alguém faz algo que parece monstruoso. Passos seguintes: 1) crucificação; 2) psicólogos teorizam; 3) alguém lembra que estamos num Estado de Direito e não se deve condenar sem provas; 4) na hipótese de se revelar que a história não era bem assim, lamenta-se a cultura de linchamento em que vivemos.

Por ora, me contendo com o papel algo bacharelesco do item 3. É o que resta diante de “Bem-Vindo a Nova York”, filme de Abel Ferrara sobre o caso Dominique Strauss-Khan, em cartaz desde a semana passada. Para quem não acompanhou, trata-se do francês que presidia o FMI em 2011, quando foi preso por supostamente abusar de uma camareira num hotel de Manhattan.

Texto publicado na Folha de S.Paulo, 12/9/2014. Íntegra aqui.