‘Grande Hotel Budapeste’, de Wes Anderson

por Michel Laub

Hipóteses para explicar o sucesso dos filmes de Wes Anderson: 1) porque eles são bons; 2) porque são bons ao imitar algo que não seria “bom” segundo os parâmetros correntes; 3) porque percebemos a sutileza do item 2 fingindo que estamos tratando do 1, e nossos amigos fazem o mesmo, e essa piada interna em cima da piada externa nos faz sentir inteligentes e cultivados.

“Grand Budapest Hotel”, seu mais recente trabalho, embaralha um pouco as explicações. É a reação 3, a princípio, que nos faz acompanhar com interesse as peripécias mirabolantes de um concierge (Ralph Fiennes), seu ajudante (Tony Revolori), idosas lúbricas e uma família cheia de vilões num país fictício entre o que parecem ser as duas guerras mundiais.

Publicado na Folha de S.Paulo, 28/3/2014. Íntegra aqui.

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