Egopress

por Michel Laub

Datas de lançamento do meu novo livro: 26/8 em São Paulo (Livraria da Vila/Fradique Coutinho, 19h30) e 2/9 em Porto Alegre (Palavraria, 19h30). Capa + lombada + 4a capa + orelha:

A maça envenenada - frente e verso. jpg

 

 

 

 

 

 

Em 1993, o grupo norte-americano Nirvana fez uma única e célebre apresentação no estádio do Morumbi, em São Paulo. Um estudante de dezoito anos, que cumpre o serviço militar em Porto Alegre e é guitarrista de uma banda de rock, precisa decidir se foge do quartel – o que o levaria à prisão – para assistir ao show ao lado da primeira namorada.

O dilema ganha ressonâncias inesperadas à luz de fatos das décadas seguintes. Um deles é o suicídio de Kurt Cobain, líder do Nirvana, que chocou o mundo em 1994. Outro é o genocídio de Ruanda, iniciado quase ao mesmo tempo e aqui visto sob o ponto de vista de uma garota, Immaculée Ilibagiza, que escapou da morte ao passar três meses escondida num banheiro com outras sete mulheres.

Focado nos anos 1990, A maçã envenenada é o segundo volume da trilogia sobre os efeitos individuais de catástrofes históricas iniciada com Diário da queda, cuja ação central se dá nos 1980. Em ambos, Michel Laub aborda o tema da sobrevivência usando os recursos da ficção, do ensaio e da narrativa memorialística, numa linguagem que alterna secura e lirismo, ironia e emoção no limite do confessional.

No delicado entrelaçamento de seus temas, que evocam as particularidades de universos tão opostos quanto o mundo da música e um quartel, este é um livro sobre paixão: por uma pessoa, por um ídolo, por uma ideia, por uma época. E também pela vida, embora esta sempre cobre um preço de quem escolhe – quando se trata de escolha – experimentá-la com intensidade. 

 

Anúncios