Dez pontos altos da história do rock

por Michel Laub

Textos tirados do Pequeno livro do rock (Conrad, 224 págs.), de Hervé Bourhis. Com os desenhos fica melhor, claro:

1957 – [Frank Sinatra]: “O rock’n Roll é a forma de expressão mais brutal, pervertida e repugnante, maliciosa, devassa (…). Um afrodisíaco de odor nauseante (…). A trilha sonora de todo delinquente da superfície da Terra”.

1958 – Furioso por abrir o show de Chuck Berry, Jerry Lee Lewis coloca fogo no piano (…). “Quero ver você tocar agora, negro”, fala ao deixar o palco.

1965 – Na casa de shows La Locomotive, Vince Taylor arruína seu comeback apresentando-se como o profeta Mateus e tentando evangelizar o público. Depois, ele quebra todos os instrumentos sobre o palco.

1970 – [Elvis para Nixon na Casa Branca]: “Senhor, acredito que o FBI deveria me contratar como agente (…). O showbiz está cheio de hippies e drogados. Eu poderia servir como informante (….).Posso ajudá-lo a limpar este país (…). E eu também sei lutar karatê.”

1977 – Stiv Bators, o elegante vocalista dos Dead Boys, recebe sexo oral no palco e depois tenta se enforcar com o próprio cinto.

1978 – “Sua encantadora noiva, Nancy Spunger.”

1979 – Lee Perry é acusado de ter colocado fogo em seu próprio estúdio.

1985 – “O cativante Shane MacGowan” (aqui).

1999 – O guitarrista Buckethead é contratado [pelo Guns N’Roses]. Ele pede que um galinheiro seja instalado no estúdio.

2003 – Rendez-vou with anus, I got erection, Rock against ass. Os escandinavos do Turbonegro sempre foram muito sutis.