Respeito e eventualmente admiro quem faz, mas eu não faria

por Michel Laub

(a não ser por dinheiro, claro):

1. crônica sobre sexo baseada em pesquisa científica com ratos ou primatas;

2. texto ridicularizando (ou defendendo) arte contemporânea, elogio de músico ou escritor a Fidel Castro, Big Brother.

3. ataque a banda de rock ruim de que gostei muito no passado;

4. considerações sobre a barbárie da internet (“comentários anônimos e sem nenhum embasamento”);

5. crítica literária usando as palavras “estatuto”, “chave” e “burguês”.

6. microconto;

7. obituário do romance, do cinema de arte, da canção pop assoviável, do “pensamento crítico”;

8. apologia nostálgica do velho Rio de Janeiro;

9. comentário falsamente cínico sobre: meio literário, meio jornalístico, bebida/drogas (ou tudo junto, o que dá na mesma);

10. hai-cai.

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