Animais brasileiros (2)

por Michel Laub

Mais relatos sobre a fauna nacional (ver post anterior), desta vez pelo calvinista francês Jean de Léry (1534-1611), entre uma e outra condenação à nudez dos índios que “pouco diferem dos animais”:

Anta – “Pode-se dizer que, participando de um e outro animal, é semi-vaca e semi-asno”.

Gambá – “Tem mau cheiro e não o comem os índios de boa vontade”.

Preguiça – “Do tamanho de um cão d’água grande, e sua cara de bugio se assemelha a um rosto humano. (…) Por causa das unhas, nossos tupinambás, que andam sempre nus, não gostam de folgar com ele. O que parece fabuloso, mas é referido não só por moradores da terra, bem como por adventícios com longa residência no país, é não ter jamais ninguém visto esse bicho comer, nem no campo nem em casa, e julgam muitos que ele vive de vento”.

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