Michel Laub

Feriado

Um ensaio – Joan Acocella sobre o Livro de Jó (http://goo.gl/GuGTrU)

Uma reportagem – Julia Duailibi sobre a Comissão da Verdade (Piauí).

Uma exposição saindo de cartaz – Coleção Ludwig, CCBB.

Uma peça que saiu de cartaz – Tríptico Beckett, dir. Roberto Alvim.

Um disco – Live from KCRW, Nick Cave.

Artificialmente natural

Numa cena conhecida de “Pulp Fiction”, de Quentin Tarantino, e numa tradução palatável para quem foi à recente marcha pela família, há um personagem que diz a outro, anunciando a vingança depois de uma briga um tanto peculiar: “Serei medieval em seu traseiro.”

Tarantino é considerado um mestre dos diálogos. A fama é endossada por espectadores do mundo todo, eu inclusive. Sempre lembro desse exemplo quando criticam personagens de um filme brasileiro com o argumento de que “ninguém fala daquele jeito”.

Texto publicado na Folha de S.Paulo, 13/4/2014. Íntegra aqui.

Fim de semana

Um livro – Lionel Asbo, Martin Amis (Companhia das Letras, 352 págs.)

Um depoimento entusiasmado – J.M.Coetzee sobre a beleza (http://goo.gl/ftJkOX).

Outro – Bernardo Carvalho sobre o Paquistão e a Índia (na Piauí).

Um filme – Inside Llewyn Davis, irmãos Coen.

Outro – Dallas buyers club, Jean-Marc Vallée.

Egopress

– Neste domingo, 11h30, participo de uma das mesas da Bienal de Brasília. Autores presentes e programação completa do evento: http://goo.gl/JzrOl8

Diário da queda acaba de ser publicado na Inglaterra (Harvill Secker, trad. de Margaret Jull Costa) e em Israel (Modan). Já saíram resenhas no Independent (http://goo.gl/uJAqbk), BBC Radio (http://goo.gl/JzrOl8, comentário a partir de 22:00), Irish Times (http://goo.gl/4jvwyo), Bookmunch (http://goo.gl/Yaa2ch), Northern Echo (http://goo.gl/TIX799), One Day Perhaps I’ll Know (http://goo.gl/5EevJg) e nas edições impressas da Literary Review e do The Sun + nota na Paris Review (http://goo.gl/gdRxWN). Entrevista minha no blog da RH/Vintage: http://goo.gl/jupU3d. Até outubro, o livro estará na França, Suécia, Noruega e Estados Unidos.

– Um conto meu saiu na coletânea La invención de la realidade, da Ediciones Cal Y Arena, com organização de Paula Parisot, publicada no México. O livro tem textos de outros 20 escritores brasileiros.

Por que viúvos gostam de ópera

Julian Barnes em Altos voos e quedas livres (Rocco, 127 págs., tradução de Léa Viveiros de Castro), livro sobre balonismo, fotografia e o luto por sua mulher Pat Kavanagh:

“Durante a maior parte da minha vida, essa tinha me parecido ser a forma menos compreensível de arte. Eu não compreendia realmente o que estava acontecendo (apesar de ler atentamente os resumos da história); tinha um certo preconceito contra aqueles piqueniqueiros de smoking que pareciam ser donos do gênero; mas acima de tudo eu não conseguia deixar minha imaginação voar. Óperas parecem peças inteiramente implausíveis e mal construídas, com personagens berrando ao mesmo tempo na cara um dos outros. O problema inicial – o de compreensão – foi resolvido pela introdução de traduções projetadas acima do palco. Mas agora, na escuridão de um auditório e na escuridão do luto, a implausibilidade do gênero de repente desapareceu. Agora parecia natural que as pessoas entrassem no palco e cantassem umas para as outras, porque a música era uma maneira mais primitiva de comunicação do que a palavra falada – ao mesmo tempo mais alta e mais profunda. Em Don Carlo, de Verdi, o herói acabou de conhecer sua princesa francesa na floresta de Fontainebleau e já está de joelhos cantando: “Meu nome é Carlo e eu te amo”. Sim, pensei, está certo, é assim que a vida é e deveria ser, vamos nos concentrar no que é essencial. É claro que a ópera tem um enredo (…), mas sua função principal é levar os personagens o mais rápido possível ao ponto em que eles possam cantar a respeito de suas emoções mais profundas. A ópera vai direto ao ponto, assim como a morte (…). Aqui estava meu novo realismo social.”

Fim de semana

Um livro – Altos voos e quedas livres, Julian Barnes (Rocco, 127 págs.).

Um ensaio – Philip Seymour Hoffman por Anthony Lane (http://goo.gl/i0oiPn)

Um filme – Entre nós, Paulo Morelli.

Uma temporada, tirando a primeira metade do último capítulo – True Detective.

Uma exposição – Fotos de escravos no Frei Caneca.

Tipos intelectuais, 2014

– Destaque das humanidades ou da ciência que vira um idiota quando o assunto é política.

– Crítico literário que, ditando todo tipo de regra sobre como a prosa alheia deve ser, escreve em prosa ilegível.

– Nostálgico de algo que nunca houve: respeito pela coisa pública, arte elevada que já nasce elevada, Rio de Janeiro cordial e lírico.

Texto publicado na Folha de S.Paulo, 14/3/2014. Íntegra aqui.

‘Ninfomaníaca’ e ‘O lobo de Wall Street’

Uma vez li um texto, talvez de Pauline Kael, talvez de Roger Ebert, em que o crítico reclamava da falta de sabor de um filme sobre jogo. Se você quer entender um viciado, a resenha dizia, deve admitir e mostrar que algo o levou até ali: o prazer que, em algum ponto antes da inevitável decadência, experimenta quem fuma crack ou ajuda a abrir a padaria para a pinga do café da manhã.

Texto publicado na Folha de S.Paulo, 31/1/2012. Íntegra aqui.

Fim de semana

Um filme – Grand Budapest Hotel, Wes Anderson.

Outro – Capitain Phillips, Paul Greengrass.

Uma exposição em Paris – Van Gogh/Artaud no Museu D’Orsay.

Outra – Fotografia latina na fundação Cartier.

Uma memória – Saulo Szinzaruk Barbosa sobre o pai esquizofrênico na Piauí.

Humor e ofensa

Toda vez que um humorista se mete em uma controvérsia, surge alguém para dizer que o problema não são as piadas ofensivas, e sim a falta de graça do autor. É mentira. Ninguém vai aos jornais falar mal de humoristas respeitosos, tenham eles talento ou não.

Texto publicado na Folha de S.Paulo, 17.01.14. Íntegra aqui.

Fim de semana

Uma exposição em Lisboa – Rui Chafes, Gulbekian.

Uma exposição em Paris – Gustave Doré, museu D’Orsay.

Outra – Carl Larsson, Petit Palais.

Um filme – Ninfomaníaca – parte 2, Lars Von Trier.

Uma seleção – 80 trechos de Philip Roth, por Camila Von Holdefer (http://goo.gl/vsJ8F3).

Egopress

Nesta terça, 18/3, às 18h30, participo de um debate com Cristovão Tezza na Fundação Gulbekian, em Paris. No sábado, às 14h, estarei numa mesa do Salão do Livro, com Ana Martins Marques e Tércia Montenegro. A mediação dos dois eventos é do professor Leonardo Tonus. Ambos fazem parte da Primavera Literária (programação completa: http://goo.gl/715cJO).

Novelas e Apartheid

Sempre dou um desconto quando ouço que a TV era melhor antigamente. O passado só existe sob o filtro egocêntrico das lembranças, que confundem a glória de nossa biografia com o esplendor da história do mundo. E a análise não pode desprezar o contexto. O “padrão Globo de qualidade” dos anos 1970/1980, por exemplo, tinha menos apelação porque havia menos concorrência.

Texto publicado na Folha de S.Paulo, 14.2.2014. Íntegra aqui.

Ausência

O blog volta a ser atualizado em março/2014.

Querido Papai Noel

Em mais este Natal cristão, dê um presente ao meio cultural brasileiro fazendo com que:

- A disciplina de interpretação de texto se torne diária em todas as escolas, de preferência em aulas longas e sem direito a ir ao banheiro.

- Volte a ser possível ser contestado sem acusar o contestador de baixar o nível da discussão.

Texto publicado na Folha de S.Paulo, 6/12/2013. Íntegra aqui.

Fim de semana

Uma reportagem – David Zwirner e como funciona o mercado de arte (aqui).

Um documentário – Don DeLillo na BBC (aqui).

Um single – The Lord is out of control, Mogwai (aqui).

Uma mostra – Luigi Ghirri no IMS.

Uma edição – Decamerón, 10 novelas selecionadas (Cosac Naify, 128 págs.).

Semimorto em Frankfurt

Às vezes viajar é ótimo, às vezes é um pesadelo. Eventos de literatura são a mesma coisa. Tenho participado de uns trinta por ano. Não me queixo: faço porque quero, fico feliz que leiam minhas coisas e tenham interesse no que digo. Há escritores com agendas mais e menos cheias que a minha. Poucos não têm agenda além de escrever. Tenho consciência de que afundaria em neurose se ficasse apenas em casa. Ao mesmo tempo, a neurose não respeita aeroportos e hotéis. Passarei as próximas duas semanas na Alemanha, a convite da Fundação Biblioteca Nacional, que trouxe 65 autores para a edição da feira de Frankfurt que em 2013 homenageia o Brasil.

Texto publicado na revista Piauí, novembro de 2013. Íntegra (para assinantes) aqui.

Fim de semana

Um filme – Blue Jasmine, Woody Allen.

Um disco – Virgins, Tim Hecker.

Um romance brasileiro – Todos nós adorávamos caubóis, Carol Bensimon (Companhia das Letras, 192 págs.).

Outro – O drible, Sérgio Rodrigues (Companhia das Letras, 224 págs.).

Um japonês no Rio – Miako.

Egopress

– Nesta quarta, 27/11, às 19h30, participo do Encontros Literários na Biblioteca de Botafogo (Rua Farani, 53, Rio de Janeiro), projeto com curadoria de Marcelo Moutinho. Haverá um debate com Henrique Rodrigues e sessão de autógrafos do Maçã envenenada.

– Na próxima segunda, 2/12, às 19h30, em Curitiba, participo do grupo de leitura Conversa entre amigos, projeto de Marcelo Almeida que discutirá o Diário da queda. Será no Teatro Paulo Autran do Shopping Novo Batel (Cel. Dulcídio, 517).

Fukushima e Nescau geladinho

Há uns 15 anos era mais fácil manter a privacidade. O trânsito era melhor. Fukushima era só o nome de uma usina nuclear no Japão. Também era possível telefonar a um serviço qualquer de atendimento, de bancos a operadoras de cabo e telefonia, e não ser moído existencialmente por pedidos de autenticação, prolixidade dos menus e analfabetismo dos atendentes.

A tecnologia é o uso que se faz dela, e seus efeitos são experimentados apenas quando transcendem a pureza dos laboratórios. A pergunta é se a melhora que a ciência traz para o cotidiano, projetando nossa percepção do futuro, é uma constante. Num dos ensaios de Os Limites do Possível (Portfolio-Penguin), André Lara Resende toca no tema ao fazer um apanhado das teorias econômicas, históricas e culturais que justificam a noção moderna de otimismo.

Texto publicado na Folha de S.Paulo, 22/11/2013 (íntegra aqui).

Fim de semana

Um disco – Wild light, 65daysofstatic.

Uma exposição – Kubrick no MIS.

Uma piscina – AAAOC.

Um filme esquisito – O conselheiro do crime, Rilley Scott.

Um livro – In defense of flogging, Peter Moskos (Basic Books, 192 págs.).

Morrissey

Por volta de 1987, quando os Smiths eram minha banda estrangeira preferida, seu cantor e líder Morrissey atacou o então onipresente George Michael com uma frase que cito de cabeça: “Se ele experimentasse viver a minha vida por um minuto, correria até a árvore mais próxima e se enforcaria”. Talvez involuntariamente, as recém-lançadas memórias de Morrissey (Autobiography, Penguin Classics) tornam a declaração emblemática.

Texto publicado na Folha de S.Paulo, 8/11/13. Íntegra aqui.

Fim de semana

Uma exposição – William Kentridge na Pinacoteca.

Um livro difícil – Desejo, Elfriede Jelinek (Tordesilhas, 239 págs.).

Um filme meio fácil – O mordomo da casa branca, Lee Daniels.

Um festival – SP Burguer Fest.

Um disco – Reflektor, Arcade Fire

Sobre filmes x séries de TV

É quase unânime que as séries de TV reúnem hoje o que há de mais talentoso no setor audiovisual, ao menos no caso americano. E que mobilizam de forma rara o público de ficção, vide o barulho provocado pelo final de Breaking Bad. Não discordo, já que também me impressionei com o que vi de Mad Men, The Wire, Roma e da própria saga de Walter White. Apenas relativizo o discurso que vê nesses exemplos o fim do cinema como linguagem relevante.

Publicado na Folha de S.Paulo, 25/10/13. Íntegra aqui.

Fim de semana

Um livro – Conversas com Kubrick, Michel Ciment (Cosac Naify, 384 págs.).

Outro Autobiography, Morrissey (Penguin Classics, 480 págs.).

Um perfil – Norman Mailer na New Yorker.

Um disco – The unissued 1965 half note broadcasts, Wes Montgomery.

Outro – Lightning bolt, Pearl Jam.

Egopress

– Semana que vem farei lançamentos do Maçã envenenada + debates em Belo Horizonte (4/11, 19h30, no Sempre um papo: http://migre.me/gtf4x) e Curitiba (6/11, 19h, no Escritor na biblioteca: http://bit.ly/1gkjuaQ).

Diário da queda ganhou a Copa de Literatura Brasileira. Jogo final: http://goo.gl/dJkdpQ

‘A maçã envenenada’ – entrevistas, matérias, resenhas

– Entrevista no canal Arte 1: http://goo.gl/6fN2iV

– Entrevista a Manuel da Costa Pinto no Metrópolis/TV Cultura: http://goo.gl/Uu1T04

– Entrevista a Renata Simões na Oi FM: http://goo.gl/Dfjx31

– Entrevista a Zaqueu Fogaça no Saraiva Conteúdo: http://goo.gl/2Kps3s

– Entrevista a Daniella Zupo no Agenda, Rede Minas: http://goo.gl/Cnb4Ai.

– Entrevista na Rádio Justiça: http://goo.gl/rT2vTx

– Participação no Sempre Um Papo, Belo Horizonte: http://goo.gl/IA7pSS

– Depoimento (em áudio) na Revista Giz: http://goo.gl/rrLjok

– Entrevista a Raquel Cozer na Folha de S.Paulo: http://goo.gl/SDnn7P

– Matéria/entrevista de Cadão Volpato no Valor Econômico: http://goo.gl/J4j46d

– Entrevista a João Renato Faria na Veja/BH: http://goo.gl/MphYiJ

– Entrevista a Ricardo Ballarine no Capítulo Dois: http://wp.me/p3vNA7-6L

– Resenha de Noemi Jaffe no Valor Econômico: http://goo.gl/J8dtKl

– Resenha de Camila Von Holdefer no Livros Abertos: http://goo.gl/dCg3Jm

– Resenha de Juliana Leuenroth no Espanador: http://goo.gl/hKbPjg

– Resenha de Maria Carolina Maia na Veja On Line: http://goo.gl/FYrJMC

– Resenha de Fran Settin no Capitu With Lasers: http://goo.gl/KiIAjd

– Resenha de Santiago Nazarian no Jardim Bizarro: http://goo.gl/ua0Idk

– Resenha de Marcelo Carneiro da Cunha no Terra Magazine: http://goo.gl/BeIxSI

– Resenha de Ronaldo Bressane no Impostor: http://goo.gl/rzPp66

– Resenha de Gabi Alkminno no Entreatos: http://goo.gl/cxtPhr

– Resenha de Marcelo Moutinho no Globo: http://goo.gl/z7siVg

– Resenha de Renato Tardivo no Amálgama: http://goo.gl/e73X3H

– Resenha de José Leonardo Ribeiro Nascimento no Catálise Crítica: http://goo.gl/vBL8Bz

– Resenha de Michelle Gimenes no Conversa Cult:http://goo.gl/P87SG7

– Resenha de João Cezar de Castro Rocha no Estadão: http://bit.ly/Mw0eN6

– Resenha de Rafael Ucha no Coelho Matador: http://goo.gl/YQJHnw

– Resenha de Marina Solon no Mosaico: http://goo.gl/pgu9Zk

– Resenha de André Araujo no Posfácio: http://goo.gl/qie3Ph

– Resenha de Felicio Dias no É Tudo Ficção: http://goo.gl/qADkaQ

– Resenha de Cassionei Petry na Gazeta do Sul: http://goo.gl/Q5iymJ

– Resenha de Zema Ribeiro no Imparcial: http://goo.gl/KGnq16

– Resenha de Paloma Viricio no Jornalismo na alma: http://goo.gl/rixNvZ

– Resenha de Karini Lima no Mix Literário: http://goo.gl/GbYVtI

– Resenha de Renata Lima no Tudo é Blá Blá Blá: http://goo.gl/Llby4o

– Resenha de Vana no Apenas Mais um Blog Literário: http://goo.gl/KmTh6v

– Resenha de Leandro Calbente no Ensaios Ababelados: http://goo.gl/W2Eqbq

– Resenha de Maria Valéria no Torpor Niilista: http://goo.gl/57OZUV

– Texto/resenha de Carlos André Moreira na Zero Hora: http://goo.gl/BIEKvH

– Também saíram resenhas/matérias na revista portuguesa Ler (por Eduardo Coelho), na revista Brasileiros (por Daniel Benevides), na Tribuna de Santos (por Carlota Cafieiro), no O Tempo (BH), no Hoje em Dia (BH), no Estado de Minas, na Rede Minas, na Gazeta do Povo (PR) e no Metro (Curitiba), todas apenas na versão impressa

– Listas de fim de ano que incluíram o livro: Scream & Yell (goo.gl/w8ZDaZ), Resumo da Ópera (http://goo.gl/sqdcSF), Coração Nonsense (http://goo.gl/H8Ycsk), O Previsível (http://goo.gl/snSqLp), O Espanador (http://goo.gl/OI8cty + http://goo.gl/wq5XMB), Biblioteca da Laura (http://goo.gl/bm3WZw), CBN (http://goo.gl/k75865). Trecho do primeiro capítulo: http://goo.gl/DQU2D1

Fim de semana

Um disco – Dream river, Bill Callahan.

Um perfil antigo – Bruce Springsteen por David Remnick (aqui).

Um conto de autor novo – Minha defesa, Thiago Picchi (aqui).

Um rum – Aniversario.

Um filme – Antes da meia-noite, Richard Linklater

Palavras que perderam o sentido

– “Suposto”: adotada pela imprensa depois de episódios como o da Escola Base, em que seus donos foram injustamente acusados de molestar crianças. Devem achar que é um salvo-conduto contra processos em reportagens levianas, que continuam sendo publicadas sem pudor. É também uma peça recorrente de comédia, em frases como: “As imagens mostram o momento em que, diante de nove testemunhas, o suposto assassino desferiu os tiros contra a vítima”.

– “Elite” (ou “classe média”): termo que nasceu na economia, na política e na cultura e se transferiu para a moral, com elasticidade suficiente para definir apenas inimigos.

Texto publicado na Folha de S.Paulo, 27/9/2013. Íntegra aqui.

Fim de semana

Um livro – Os irmãos sister, Patrick deWitt (Planeta, 208 págs.).

Um perfil – Philip Roth na New Yorker.

Um museu em Frankfurt – Städel.

Outro – Ikonen-Museum.

Um restaurante – Viet Rice.

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